quarta-feira, 29 de abril de 2009

As máscaras que nos escondem...





Acordei muito cedo e cheia de inspiração! Quando fui à janela e olhei para o mar parei no tempo ao ver as ondas que se sobrepunham no horizonte, recordei os tempos em que corria pelas areias e tudo era mágico e momentâneo. Nunca se perguntaram qual será o sabor das nuvens? Eu pergunto muitas vezes, pergunto se serão salgadas como as gotas do mar, ou insípidas e gélidas como as gotas de orvalho. Sei de cor todos os cantinhos da minha alma mas não sei o sabor das nuvens! Há questões que para o meu senso comum vão morrer sem respostas, eu sei que nunca vou provar as nuvens, mas a ciência já o fez... Mas a magia de ser feliz está naquilo que não conhecemos e que queremos conhecer, é tudo tão mágico quando brincamos aos jogos do faz de conta sem saber quem nem como! A busca é o que nos move, é a procura de algo novo que nos fascina, e tudo o que seja banal e rotineiro torna-se dispensável e fútil!
As semanas passam sem nada de novo no meio das novidades, e são estas novidades que me trazem a força de reviver o passado. Dizem que não é bom reviver o que quer que seja, mas a verdade é que é este passado que me tem mantido viva e dentro dos limites da sanidade. São pessoas e sítios que há muito não faziam parte da minha vida que agora estão presentes nos dias... E as novidades que se escondem e vão aparecendo por entre as ondas, estas novidades e surpresas! Tudo me parece bom e produtivo, não parar é a chave para tudo, não me sentar em local algum e acompanhar os meus amigos para onde quer que seja. Os amigos, todos aqueles que me trazem a sinceridade e a vontade de ser quem sou e quem gostam que seja! Sim, quem gostam que eu seja, porque quando se vive em sociedade temos que ser quem gostam que sejamos, por mais do que uma razão, porque somos quem somos influenciados por um meio aonde nos inserimos, porque somos a construção de uma personalidade que funciona como um conjunto de defeitos e qualidades próprias que foram contruídos ao longo dos anos, por uma experiência continuada de vivências transmitidas por esta mesma sociedade que quer que sejamos de alguma forma. È por isto, é por sermos resultado de...que temos de ser como.... Não é que nos imponham nem porque queremos ser, mas porque somos! E em mais do que uma vida há resultados desastrosos de almas que fugiram às regras da lógica, almas que tentaram ser o que não aprenderam a ser e acabaram por desafiar as leis do mais racional, enfrentando as consequências daí advindas. È verdade que admitir estes factos pode ser devastador para o ego, mas são realidades!
Como tudo na vida custa, tudo tem o seu valor, e normalmente o que mais custa é o que mais valor tem. Por isso é que o amor e a amizade são tão valorizados, são duas indefinições tão difíceis de gerir, de manter, de alimentar. No amor tudo é complexo e irracional, perdem-se as personalidades que acabam por se fundir uma na outra, perdem-se lágrimas e desesperos , mas nunca se perdem as vontades. Na amizade tudo é mais simples porque é um sentimento mais puro, menos interesseiro, mas magoa mais a desilusão de uma amizade traída do que de um amor perdido, apenas porque a amizade sabe curar o amor despedaçado, mas o amor não sabe apaziguar a dor de uma amizade quebrada. No entanto mesmo depois de se pensar que tudo magoa e que podemos cair, nunca se pode desistir, porque viver é isso mesmo, nunca desistir, viver é cair e voltar a levantar, é curar as feridas e seguir em frente em busca da tal novidade que nos vai dar algo mais, é sentir que somos completos e que temos tudo para ser felizes, nos momentos em que o somos... Temer o amor é temer a vida, e aqueles que temem a vida já estão praticamente mortos(Bertrand Russell)...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Almejo da alma...


Todos as noites, antes de adormecer, penso se vou sonhar contigo…mais uma vez…e todos os dias de manhã, quando saio de casa, tento sorrir na eventualidade de te encontrar no caminho…não sei…”não há passos divergentes para quem se quer encontrar”-ouvi um dia dizer. Será que ainda me queres encontrar?
Entro numa sala cheia de gente, mas é incrível como a sala continua a parecer vazia só porque lá não estás…
Olho para o meu reflexo no espelho e penso se fui eu que mudei, se foste tu que mudaste ou se foi o tempo a mudar…não sei…só sei que as palavras soltas no tempo em que sonhávamos juntos não voltaram mais…e o silêncio muitas vezes dói mais do que as palavras…
E sonho mais uma vez…
Acordo e não estás lá…
O passado…esse, ninguém nos pode tirar…e sendo assim, recordo-te sempre com uma lágrima e com um sorriso também…porque um dia fizeste parte de mim…

“Valeu a pena voar”

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Revolta


Hoje sem querer dei por mim a pensar nas voltas que vida dá, nas vidas que se perdem por entre os dedos. Dei por mim a pensar nas pessoas que passaram na minha vida, nos meus erros e nas minha acções. Em tudo o que se pensa quando se quer esquecer... Recordei-me de imensos amores de infância que duravam dois dias, muitos deles platónicos e irreais. Recordo-me de um dia estar no comboio a caminho do Douro e entrar um menino loiro, com cara de anjo e corpo de homem, fiquei a olhar para ele até ele sair da carruagem, lembro-me que sonhei com ele durante dias, mas nunca mais o vi na vida! Só me recordo dele de quantos em quantos anos. Mas nem por isso deixo de sentir vontade de um dia o ter conhecido, deve ser um homem porque eu era uma pequena criança e ele já um jovem. Como este muitos outros episódios se passaram e eu continuei em frente, mas quantos mais anos passam mais intensos são os desejos e as sensações. Hoje que sou mulher e já sei a cor das memórias, tenho muita dificuldades em esquecer os desejos e as inquietações. Tenho até receio de sentir o que quer que seja porque quando sinto o que quer que seja, sinto-o de uma forma avassaladora e nefasta! Mas por outro lado sinto-me viva, no verdadeiro sentido da palavra consigo perceber que tudo que se vive é uma aprendizegem e que o conjunto de todas as minhas alegrias e tristezas é que fazem de mim o que eu sou! Acredito que tudo o que nos acontece tem de ter uma razão e um propósito! Tudo na vida nos tráz algo de bom, mesmo as coisas más. Tudo o que se pensa ser mau... Em virtude de não me sentir capaz de ser má, sou muitas vezes má para mim mesma porque me magou-o e não sinto. Já gostei, já adorei, já desejei, já abracei, já beijei, já fiz amor! Mas depois de muitos e muitos anos a lutar contra esse sentimento, tenho a certeza de que todos os que se aproximaram de mim até hoje foi apenas por desejo... Não quero crer que assim o seja mas não tenho nada que me prove o contrário, alias só tenho provas que mo confirmam! Hoje o sentimento é de revolta e raiva! Quero ser aquilo que não sou e aquilo que estão a fazer de mim. Quero ser a mulher que não sente nem fala, só desperta e corre... Congelam-se as entranhas da pleura, aonde corre sangue de duas cores e as vontades deixam de ser sentimentos e passam a ser futilidades fáceis e frias. È assim que me sinto e é assim que me apetece ser...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Regresso...


Não sei descrever o indescritível... Mas se o pudesse fazer, diria que a descrição da minha alma passa por ter sonhos de criança com a malícia de debutante doente que corre em direcção ao abismo.
Acho que nunca repudiei estar sozinha,a solidão é repleta de segredos e vontades, são histórias que tenho na cabeça e que sei serem só minhas. Mas por vezes perco-me na imensidão de pessoas, cores, cheiros, sentidos e sentimentos... Deixo-me levar de tal forma que faço parecer odiável o que sou... Uma solitária!
Como se a riqueza dentro de mim não pudesse valer sem ti ou o outro. Tão mentira...
Caio na realidade ciclicamente como a Primavera todos os anos, dou por mim fingida, melancolia
Fingida a vitimização do que tens de melhor e dou por mim outra vez só. E gosto.
Sinto-me única e nada mais interessa, conto a mim mesma que não és nada, que me usaste porque me deixei usar, que te menti quando te cantei que te amo,e quero acreditar, que sim sou eu...Quem sou? E que só eu interesso. E o único elemento que me mata. Não é não entenderes. È não me tocares... Porque convencendo-me disso ou não, tocares-me é importante
E sentir-me mulher imprescindivel... Por isso se não me amas também não te amo
Mas por favor faz a tua viagem de regresso e volta a ser feliz!



Amigos...


Hoje acordei bem...Já não acordava realmente há já muito tempo, sinto-me realmente acordada, sinto que sem ter aberto os olhos esta manhã já sentia o meu corpo a tomar um pequeno almoço dos deuses, sem ter vontade própria nem impulsos que o sugerissem, senti-me realmente viva e mulher. Não tenho em mim aquele sentimento de culpa que me tem assombrado, não tenho em mim a angústia que assombra os meus dias de um passado recente. Sem querer ou nem sequer ter intenção alguém me ajudou...
Ele também se sente bem, ele esse menino que eu procuro nos meus sonhos, está bem, tem um sorriso na cara e um brilho na alma que ninguém consegue ver mas que ofusca quem tenta olhar no seu mais fundo desejo. É um dia feliz, sinto que começa aqui um novo momento que nos mostra quem realmente somos ou fomos. Sinto-me capaz de escrever coisas com sentido e com vontade de ser entendida. Dia, hoje é o dia e a noite e tudo o que um dia foi parte do tempo. Vendi a alma e um pedaço de carne nesta noite de assucenas... Ainda são seis da tarde, mas o meu dia já está completo, sinto um ardor mas é um ardor agradável de uma denúncia espanhola que ainda ontem não existia nem sequer no mais íntimo do meu ser credível de se chamar ser!
Sinto-me realmente, sou eu e não aquele pedaço de carne que não se sentia nem com a culpa que tinha em si. Se calhar a culpa não foi minha. A esplanada que nos acompanhou foi testemunha que não parei de sorrir e que isso me fez voar. A minha menina está a tagarelar, e eu aguardo o seu feed back sob forma de poesia que sai dos seus dedos. Aguardo pacientemente a sua resposta ás minhas perguntas que já nada são no dia que entardece! Sinto-me já um pouco chata porque não me sinto capaz de parar de escrever mas vou parar. Vou pensar e ter consciência de que a vida começa a fazer algum sentido.
Há uns dias atrás disse a alguém de um outro mundo mas que vive aqui, que precisava de falar sem ser julgada ou aconselhada, falar como se não existisse amanha ou ontem, ao que me foi dito... Resultou, era isto, está decidido.

Foi isto que decidi e por tudo se pode concluir que nada mais há para ser contado.

Os meninos do coro andam atarefados, não há copos nem gargalhadas com cheiro a etanol. Mas eu sei que no coro todos vamos cantar sempre, meninos que me acompanham e me dão o que de mais precioso se pode ter...
Adoro-vos!!!

Não sei reproduzir o som das lágrimas...




O meu ser já não é ser porque me tiraste a última réstea de vida que nele existia. Eu costumava imaginar-te sem asas nem vultos, sem nenhuma cruel vontade de me abraçar. Eu sabia no fundo que assim era a tua sensatez, e falta de cor! As vontades já não se repetiam mas o desjo ainda queimava. Comprei uma faca bem afiada para esperar ao teu lado pelo momento, com se fosse uma «Julieta de jeans» sem qualquer pureza de alma!Senti arrepios a noite toda, quando no horizonte se podiam ver ondas de calor...Já não era tarde, já não havia tempo! Foi mesmo assim, de uma vez só...Descobri que afinal eras mau, que magoavas... que picavas sem ter veneno,mas que sem ter veneno me deste a picada mortal...porque quando acabar... vamos ser felizes os dois!Lá longe, aonde nem as luzes do arco-íris conseguem chegar!

domingo, 19 de abril de 2009

Agora sim um adeus com o meu significado...


Na vida muitas vezes encontrámos obstáculos incontornáveis que se poderiam classificar como estátuas de pedra que nos barram a passagem inclinando-se à nossa aproximação. Tudo o que no momento nos parece grande e monstruoso, com o passar dos anos vai-se tornando cada vez mais pequeno e simples. È assim a vida cheia de pequenas coisas que se ampliam no presente mas que no futuro serão novamente pequenas. Em tudo na vida pode-se aplicar esta regra, na família, nos problemas, nas relações, no trabalho, no amor! Enfim, há uma infinidade de metas que se vão conquistando e que custam mas são as nossas. Eu quero falar da minha vida como se esta fosse uma parafernália de sensações infinitas e discretas. Não me sinto capaz de a definir como banal nem simples, muito menos pura ou fiel. È a minha e por isso posso dar-lhe o meu próprio significado sem pudor ou medo de errar, é minha, simplesmente minha e de mais ninguém. Todas as pessoas que a viveram comigo, tiveram o momento delas, ma apenas o momento, porque a vida, essa, é a minha.

Como tal vamos dar significado a momentos e não à continuidade dos tempos, porque são os momentos bons que nos fazem sorrir, são as palavras dos amigos, os abraços ternos de quem gosta de nós, as noites bem passadas debaixo da lua. As coincidências, essas são fantásticas, o numero dez e a musica de pink floyd realmente tem feito parte da minha vida nos últimos tempos, ainda não sei quem terá sido o autor dessa coincidência mas creio que deve ser alguém com bom gosto. A ironia do destino quis que assim fosse e assim será, porque todos os momentos são únicos mas nada é terno. Há um senhor que diz que o amor é eterno enquanto dura, é verdade eu concordo embora não me esteja de momento a recordar quem foi esse senhor. Mas não é importante saber quem disse isto ou aquilo, importante é saber qual o significado que queremos dar a cada expressão e a cada sentimento. o importante é viver cada bocadinho de vida como se ela fosse fugir por entres os nossos dedos como areia. Gostar é isso mesmo, e eu gosto muito, muito mesmo dos meus amigos. Hoje em frente ao mar, com um sorriso de quem não adormeceu, a loucura de quem sorriu a noite toda, e a verdade de quem se sente única
quero gritar aos sete ventos um caminho que quero seguir. O meu príncipe ainda não desceu do cavalo, ainda não me beijou a mão como pedido discreto de amizade eterna. Ele ainda não me encostou à parede das verdades e me beijou com a vontade de um vencedor! Mas tudo a seu tempo vai chegar e há muitos por ai com vontade de receber os meus suspiros. Mas isso será um futuro, uma esperança de recordações. Quero guardar tudo o que de bom e de mau me acontece para poder achar-te perfeito para sempre e viver longe de tudo o que se assemelhe à tua perfeição. Mas eu quero ser perfeita, eu sou perfeita. Digo isto com toda a sinceridade do mundo porque sei que o sou. Quando beijo sou perfeita, entrego a minha alma aos lábios alheios que me tocam. Quando olho sou perfeita porque trespasso o ser que me mira desde o espírito até aos recônditos do seu ser. Quando toco sou perfeita porque me arrepio a cada toque de suaves carícias. Quando abraço sou perfeita porque abraço com os braços de humana e com o carinho de uma criança. Quando canto sou perfeita porque canto com a fiel espada que nasceu comigo. Quando sorrio sou perfeita porque sorrio sempre de forma sincera e própria de quem sente o que diz. Quando falo sou perfeita porque transponho o que sinto para um tom de harmonia em que eu sou a harpa do meu próprio destino. Quando grito sou perfeita porque o meu grito é ouvido por quem realmente é importante para mim. Quando choro sou perfeita, choro com as lágrimas que me deste e que vou guardar. Em todas as vidas há lágrimas insanos e juvenis, fúteis e insípidas, mas as que me deste são perfeitas, têm o sentimento de quem ama e a essência de que foi feliz, a verdade de um destino e a limpidez do meu olhar! Sou eu, perfeita, simples, fácil de perceber. Comigo tudo é simples porque eu sou simples, só há um caminho até mim, não há atalhos nem curvas, não se passam pontes nem curvas tortuosas, apenas uma recta plana e verdejante que se direcciona a mim e me completa. Nada do que possa dizer ou escrever ma vai parecer coerente ou sano, do ponto de vista real as saudades já se foram, a dor adormeceu e os sorrisos estão a voltar. Já fiz a escolha que o mundo me deu, foi só uma mas foi escolha, escolha de quem não tem a saída para escolher. Um paradoxo transversal aos sentimentos e incapaz de mostar as realidades banais. Ouve se ao longe a tua glória e sinto em ti o desespero de um menino com medo. Vai ser tudo igual pensas tu, mantendo sempre a esperança de que tudo mude. Pois bem meu anjo, o que pode mudar são os ventos, as marés, as saudades e realidades. Mas eu vou ser sempre eu, assim perfeita, tu vais ser sempre tu, perfeito, e o mundo vai ser sempre nosso. Simplesmente separados vamos tomar o leme do que nos pertence e vencer os anos do futuro. A minha realidade é bem diferente da tua, tenho alguém em quem confiar e sem temer posso gritar as vontades que sinto. Tu não o podes fazer, vais continuar a ter medo de magoar e a ter medo de ser tu mesmo, mas é a tua escolha menino, a única que tens. O medo sempre foi o meu pior inimigo, e por isso nunca me deixei vencer por ele, nunca tive receio de nada nem de ninguém. Mas hoje sei que tu o sentes e que me ensinas-te a senti-lo! É banal mas é receio... o de te encontrar numa esplanada a tomar um café com tudo o que te pertence e o que eu não vi...
Mas na verdade vou ser sempre eu na minha perfeição quem vai gritar e correr com o vento e nunca contra ele. Como diz o cliché de eleição da minha mãe, o que eu amo deixo solto e livre porque se tiver de ser meu vai ser. O chavão de momento é este, a minha liberdade permite-me ainda sorrir e passar noites fantásticas com amigos maravilhosos e com eles vou ser eu outra vez. Obrigado Zé pela companhia constante e atenta, pela sinceridade que te acompanha e pelas piadas que me matam. Obrigado Fi pelos telefonemas constantes que me acompanham e pela pessoa que és. Obrigado Nair por tantas noites a ouvir-me e a dizer asneiras sem pudor ou receio. Obrigado Ibinhu pelos concelhos de amigo, sinceridade e honra que me transmites sempre que me acompanhas. Obrigado Belinha pelo carinho e apoio incondicional de todos estes anos. Obrigado Jo apenas por existires na minha vida porque sabes que és especial. Obrigado Ruben pelas noites fantásticas e animadas que me fazem sorrir. Obrigado a Clau pelas aventuras e tudo o que já passamos juntas. Obrigado a todos os que sabem que estão aqui dentro de um ser perfeito que retribui o carinho. E a ti menina obrigado apenas por estares sempre por perto sem desculpas nem obrigados.
Estou cansada de agradecer e de escrever e de sonhar e de tudo. Vou dormir uma noite de curas porque o despertar vai ter um novo objectivo que me predispõe a ser feliz e a sorrir longe de ti.
Viva o cumbíbiu carago...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Na terra Dos Sonhos...

"Andas por aqui, às vezes vejo-te a abraçar-me com cuidado enquanto escrevo, ou a aconchegar-me o lençol até ao pescoço, momento exacto que antecede a paz do sono perfeito. Depois sais sem fazer barulho e metes-te outra vez no avião e eu fico a ver-te voar, e no dia seguinte acordo como se o mundo começasse outra vez. É bom ter-te na minha vida silencioso e secreto, qual Jeremias Fora-Da-Lei, guardado nas palavras dos poetas, como quem vive na cartola de um ilusionista, como quem escolheu o seu lugar do lado de fora. E eu sou a rapariga do trapézio que te vê acima do mundo, enquanto a vida me leva e traz as coisas boas e más, num movimento suave e perpétuo do qual nunca quero descansar... Ou então, quando as luzes se apagam e as palmas descansam no silêncio merecido, estás ali ao lado e, sem fazer barulho, tapas-me a boca e mostras-me outra vez os movimentos do trapézio em terra e é então que me crescem umas asas e dou muitas voltas no ar, como se fosse uma bola, de repente saio do meu corpo e as nossas almas dão as mãos e transformam-se num ente aparte, que nos faz ser só um por breves instantes, e é a isso que os deuses chamavam eternidade. Pois é, pois é, há quem ande escondido a vida inteira, mas adoro o teu andar inseguro e o sorriso no teu olhar, porque tu despertaste em mim um ser mais leve e mesmo que tenhas as duas almas em guerra e não saibas quem vai ganhar, eu sou a tua estrela do mar e eu sou essa miúda que te faz acreditar que o sol é um presente que a aurora traz principalmente para ti. Na terra dos sonhos podes ser quem tu és, agarras-te à hora em que o tempo não passou e juntos inscrevemos no espaço um novo alfabeto. Já passaram mil anos sobre o nosso encontro, mas o tempo não sabe nada, o tempo não tem razão, porque não há passo divergentes para quem se quer encontrar e enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar. E mesmo que me tenhas ensinado a partir nalguma noite triste, eu ensinei-te a chegar e pus-te a salvo para além da loucura e ensinei-te a não esquecer que o meu amor existe."

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cada vez com mais força...


Hoje quatro pessoas vieram ter comigo e perguntaram se não andavas comigo… pessoas diferentes e que não se conhecem! Uma disse-me que tu me andavas a enganar porque já era a segunda vez que te viam com ela. Outra disse-me que te tinha visto abraçado a ela. Outro disse-me que não achava bem eu andar contigo e sair com outros rapazes, e outro deu-me os parabéns porque tu eras um otário… Ao último como é lógico eu perguntei pormenores, e não sei se vais gostar de ler mas isto é o que se fala entre pessoas que já se sentaram à mesa contigo a tomar café. O discurso foi mais ou menos como, há e tal ainda bem que isso aconteceu porque ias acabar por sofrer, porque eles passam a vida nisto, a cada passo ele anda com uma e ela com um e chateiam-se e voltam para os braços um do outro. E além disso ele é sadomasoquista… Pronto eu não vou comentar mais menino mas a realidade é que isto custou-me muito a engolir. Mas deu-me ainda mais força para seguir em frente, cada dia que passa há mais razões para eu seguir em frente, por acaso lá nisso não me posso queixar!
Vou fazer uma cache para ti pode ser? È uma bem fácil mas achei que era engraçado porque tenho algo para te dar e lembrei-me que era uma boa forma de o fazer que alia o facto de fazeres uma coisa que gostas ao facto de eu não ter de estar contigo. Bem vou dormir tenho sono e estou cansada, tive um dia cheio e cansativo. Beijinho

domingo, 12 de abril de 2009

Confusão!!!



Tu confundes-me... Baralhas-me... Afinal tu devias querer evitar-me não é? Não é o que os homens fazem quando oferecem patins? Por norma desaparecem do mapa e fogem como o diabo da cruz... Mas tu não... Isso faz-me mal, não saber o que esperar de ti... Baralha-me! E o olhar... Oh piolhu por amor da santa, ninguém merece...

Vou ver se repito o sonho de há duas noites:-)


Carpe Diem



PS: Foste tu que comentas-te? Ainda não consegui perceber mas não me parece lógico que tenhas sido...

sábado, 11 de abril de 2009

Devaneio


Oh meu Deus como é possível... Estive a ler o comentário ao teu Hi5 e tive um ataque de choro... Não por mim, porque já me habituei à ideia de estar sozinha e ver de longe as pessoas que gosto, mas ela deve estar a sofrer imenso, por muito que me custe dizer isto... Não consigo perceber, se gostas porque é que não voltas... È tão triste estar longe de quem se gosta, ver e não tocar, sentir de longe o aroma, nessas alturas chora-se por dentro com vergonha que nos vejam de cara molhada... Embora já me tenha habituado à tua ausência e resignado da perda do bocadinho que levas-te de mim, ainda me deito com aquela angustia no peito de quem tem faquinhas espetadas na alma que magoam constantemente sem que a dor se mostre como ela verdadeiramente é. Ensinaste-me tanta coisa boa em tão pouco tempo, mas também me ensinas-te a sofrer da pior forma, em silêncio...
Sei que foste convidado para tomar cafésinho e recusas-te, fizes-te bem, prefiro mesmo não te ver, e sinceramente aquela tua atitude de ir ao sítio, foi um bocadinho má... Abriram trinta bares na nossa praia o verão passado... Não havia mais nenhum para ires? Enfim atitude se calhar impensada ou se calhar eu é que estou a ser egoísta porque realmente já lá ias antes de me conhecer mas eu realmente só me sinto confortável lá e por isso se calhar fazíamos uma troca justa, eu ficava com aquele bar e tu com todos os outros:-) Pode ser assim?
Hum eu não me sinto muito racional a escrever, mas acho que me sinto com muita raiva hoje, e raiva é algo que normalmente não sinto, mas é o meu estado de espiríto. Também quero rasgar esta página da minha vida...

Hoje sonhei que fiz amor contigo...

Vou comer cereais, até amanha...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Olá...


A noite foi fantástica, dancei muito... Dancei com os pés de quem nunca tinha dançado, com os braços de quem se sentia presa, mas soltei-me, não tive medo de te encontrar porque sabia que não estarias lá... Foi bom e esclarecedor, depois de tanto pensar cheguei à conclusão que um momento só, não pode ser apagado por simples prazer próprio. Temos de aprender a dar valor às pequenas coisas e conservá-las como se fossem as mais importantes da vida, devemos dar valor a cada toque como se nunca mais o fossemos sentir, dar valor a cada palavra como se nunca mais a fossemos ouvir, cada gota de orvalho das nossas manhãs, cada grão de areia da nossa praia, cada letra escrita nas nossas cartas, tudo deve ter o devido valor porque o tempo não pára. Por tudo isto e porque hoje estou com um humor mmmmmparvo, vou saber guardar tudo o que me for dado e procurar sentir com a intensidade das derradeiras sensações todos os toques e palavras que me forem dirigidas.
Recordei hoje um passado desperdiçado em lágrimas e prantos infundados e percebi que uma boa bebedeira com amigos e risadas é muito mais produtiva!
Estive a ler o blog do teu mais que tudo e achei fantástico, aquela zona aonde ele vive parece saída de uma histórinha de encantar, adorei o pormenor do senhor das chaminés, fantástico! A viagem é que deve ter sido... Uma aventura. Gostei das vaquinhas estranhas, eu já tinha visto daquelas mas foi nos desenhos animados. Amei a descrição da Áustria: «esqui, castelos, igrejas, jóias e Mozart», quero ir lá. Ainda não acabei de ler mas já li o ano de 2006 e o de 2007 todos, e pela descrição penso que Alemanha vai ser o meu próximo destino de férias, como ele diz, trocar a praia pela floresta não me parece de todo uma má troca. A mia é uma cadelinha fofi, nunca me tinhas falado dela! Enfim vou continuar a ler o blog que me tem divertido bastante. Em relação a mim, estou bem, estou a dizer isto porque sei que perguntas-te como eu estava, estou bem menino, sabes, ontem via mais carne de vaca aos pinchos do que jamais algum talho seria capaz de albergar ehehe apeteceu-me partilhar isto contigo.
Beijinhos e deseja-me sorte, amanha vou à lixa ao aniversário da filha do melhor amigo do falecido, ele não vai mas eu tenho de ir porque a prenda que ela pediu aos pais foi a minha visita... Senti-me muito bem porque é realmente importante saber que alguém nos dá este valor mas por outro lado não queria nada ver fantasmas...
Wish me luck

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Lembrei-me deste poema...


Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes.Gastámos tudo menos o silêncio.Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis. Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas:quanto mais te dava mais tinha para te dar. Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis. Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco, mas é verdade,uns olhos como todos os outros. Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração. Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas....
Adeus....


Eugénio de Andrade

Felizmente há luar...



Olá... Hoje acordei às cinco da tarde... Consegui dormir tudo o que não tinha dormido! Estou mais sorridente, com vontade de viver, isto é bom:-)


O sony, um amigo meu que está na Holanda mandou-me mensagens e está em Portugal, chegou dia 04... Nem sei que dizer em relação a isso... Vamos para os copos beber umas cervejas e córtir:-)


Continuo a convencer-me a mim mesma de que temos de ver de frente a realidade assim como ela é, e não como foi um dia...Não vale a pena viver com os meus fantasmas do passado que não passam disso mesmo...fantasmas. É bizarro como as recordações conseguem ficar presas a nós de uma forma inexplicável. Todos os pequenos momentos do passado deixam marcas em mim ["as marcas deixadas na alma e na pele, do que foi feliz e do que foi triste"]. E há dias em que os fantasmas voltam a habitar os meus sonhos e voltam a inundar as minhas noites com lágrimas amargas que nunca desaparecerão por completo. Terei sempre um bocadinho do meu coração reservado para aqueles que me fizeram sofrer...porque um dia também eles me fizeram feliz.


Há dias em que percebemos que muitas das coisas que temos andado a fazer estão erradas, ou então não são feitas da melhor forma. Hoje é um desses dias.Hoje cresci um bocadinho mais...e sei que posso e vou fazer de mim uma pessoa melhor.


E hoje com toda a força do mundo digo, é tempo de mudar sim...para melhor ;)


Piolhu a ana contou-me que te viu, sei que provavelmente vais ler isto, se o leres mando-te um beijinho grande! Há já agora a família daqueles de quem não podemos falar veio visitar o meu Hi5 o que quer dizer que já sabem quem sou. Não quero acreditar que o souberam por ti...


Afinal o meu patrão não me ia despedir... quem se despediu fui eu! Ainda bem que o fiz... segundo me disseram agora não és tu que lá vais tomar o pequeno almoço...


Estou sem inspiração hoje, um beijinhu muito grande cheio de força e vontade de ser feliz...


Carpediem

domingo, 5 de abril de 2009

A neve de 22 anos que descongelou em apenas um dia...



Aqui estou eu para mais uma noite de devaneios, mas tenho novidades, hoje consegui comer, de resto bebi imenso e ri-me pouco, pensei muito! Estive a pensar nas coisas da vida e realmente cheguei à conclusão de que o pior de tudo não são os nãos de uma vida nem as dúvidas de um talvez, mas sim a decepção de um quase. O quase é a indefinição das personalidades, é a desvantagem de tudo o resto e foi isso que me enfraqueceu! O quase desperta em mim as memórias de um todo que podia ter sido e não foi. Quem quase caiu ainda está de pé, quem quase morreu ainda está entre nós e quem quase amou… não amou!
E por tudo o que penso entro em conflito comigo e com a minha alma, penso nas coisas que se deixam de fazer, nos medos que nos impedem de viver, das ideias que não saem do papel, das palavras que ficam por dizer.
«A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.» A indefinição do quase ter sido feliz torna-se assim num nada, num vazio, sem que isso me aflija, me inspire, me acalme, me ilumine, apenas aumenta o vazio que se sente. «Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo.»
Não vale a pena cercar um coração que está repleto de espaços vazios se eles vão continuar assim… vazios!«Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.»
Juro que não vou deixar nunca mais ser tomada de forma tão fútil pelos meus sentimentos sinceros, vou continuar a tentar ser feliz e fazer felizes aqueles que gosto, a saudade é algo com que eu sei lidar, e vou saber viver na terra com mais acções do que sonhos, mais feitos do que planos, mais vivências do que esperas. Tudo porque não suporto a incerteza do quase, «porque quem quase morre está vivo mas quem quase viveu já morreu!»
Recordei agora aquele primeiro dia em que fui ter contigo ao teu trabalho e em que curiosamente nevou pela primeira vez aqui em 22 anos, que bonito… Que irónico… Nem sei o que pensar de todas aquelas coincidências…
Hoje fomos para casa da fia almoçar, que casa linda que os papis dela fizeram, deu tempo para andarem a limpar a piscina e para dizer-mos uma série de asneiras à mesa. Foi bom, o dia todo ocupada a sorrir e a pensar. O Ruben e o Zé foram lá ter, eles têm sido grandes ajudas nesta minha escalada, sem falar na Aninha e na Fia que claro, são a minha base. A jane mandou-me mensagens, vou tomar cafezinho com ela para a semana, que bom amiga era mesmo de um abraço teu que eu precisava. A gala Nova Era foi muito engraçada piolhu, mas porque assim o quis o destino deu ao vivo e a cores aquela fantástica música ao som da qual adormeci nos teus braços em Peniche… Hyia Kaya… Ouvia-a sem sequer pestanejar, ao vivo, que sensações estranhas. E de repente depois de me recordar daquelas noites, dos momentos mágicos só nossos decidi ouvir a música com atenção e pensei que não era para nós aquela música, que era para ti… E que tudo o que ela diz são realidades, tu vais ser feliz como tens de ser, contra tudo aquilo que realmente gostas, porque a vida é mesmo assim, só gostamos do que nos faz mal! Mas no fundo cada dia que passa, mesmo longe de ti eu aprendo uma lição contigo.
Hoje o teu Joel faz anos, parabéns para ele, e o teu amigo chegou! Deves estar em pulos, sei que vais matar as saudades e que vais andar por ai esta semana ou até a próxima, mas também quero que saibas que não vou deixar de ir a nenhum dos meus sítios por ti, eu também vou às galerias e se te vir vou simplesmente ignorar o que sinto, dar-te um abraço e cortar o coração aos pedacinhos.
Em mil e um sentimentos que senti hoje, o único que prestou foi o da amizade… Ontem o brinde foi aos amigos e hoje repete-se a vitória! Estou a iniciar uma tarefa árdua, a de te esquecer, mas depois de tudo o que tenho visto, ouvido e sentido, nem por este mundo e o outro coberto de ouro eu voltaria a ser aspirante, a mim só me magoam uma vez, tu sabes, bem o viste… Tu sabes que eu só perco as coisas uma vez, nunca dou a oportunidade de perder uma segunda vez. È isto o sentimento da perda, a resignação da verdade, espero que sejas muito feliz meu amor, que todos aqueles defeitos de que me falas-te se tornem virtudes e que a tua vida ganhe um novo sentido. Daqui a muitos, muitos anos espero cruzar-me contigo e poder falar de nós e do mundo! Gritar um olá puro e sem mágoas, um olá bem ao nosso estilo com direito a abraço… Aquele primeiro abraço que me prometes-te, lembras-te? Espero que ajudes, simplesmente sumindo do meu ângulo de visão porque sem te ver isto é mais fácil, e com a ajuda dos copos com os amigos e uma boa dose de força que é o que eu mais tenho, força! Acho que isso assusta, a força de um mundo dentro de um ser que nasceu para ser frágil, a vontade de ser feliz e fazer feliz dentro de uma mulher que um dia te amou e se sentiu traída pelo destino ou por um feitiço qualquer, um feitiço como aquele, o da música… It’s crazy this spell you have me under… Um feitiço que me fez crescer e ser forte, e aprender que o medo da mudança é maior que a própria felicidade e que os sentimentos são menos importantes do que afinal eu imaginava. «We met for a moment and then it's goodbye…» Um momento de dois meses e uns dias… e um adeus tão terno e suave como a brisa que sopra agora na minha cara molhada em lágrimas…
A recomeçar…

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Em dez minutos foi isto que senti!



O tempo parece que se perdeu nele próprio...
O tempo tornou-se pó nas memórias entranhadas do destino há muito desaparecido nos confins do infinito, no caos da imensidão inalcançável, por entre enigmas.
Quando a minha vida acabar, não será mais do que um abrir e fechar de olhos perante a realidade cósmica, ainda mesmo antes do cosmos vir a ser alterado de vez, antes do final de tudo, aquele tal fim que culminará na extinção total do todo, os meus sentimentos tornar-se-ão desejos. Porventura desejar-te-ei mesmo depois da vida, mesmo que a vida queira que o desejo se alie ao seu termo.
Caminho na estrada da vida tão cheia de perigos e abismos. Caio para me levantar de seguida, para continuar a ter forças para te desejar noite e dia, para te ver sorrir mesmo que o destino não queira que tu me vejas quando olhas para mim.
Quando olhas para mim gostava que te pudesses perder no meu olhar profundo dum bico ao outro dos meus olhos, conhecer-me a alma, tocar-me o coração e aceitar o amor que eu gostaria de te dar, amor esse que me consome loucamente. Como foi que me puseste assim?
Talvez os desejos sejam como as palavras e deixam-se levar pelo vento. O vento da mudança, o vento da verdade. Afinal amar não é fácil e quem tem a sorte de amar e ser amado deve sempre pensar duas vezes antes de cometer erros. Erros que nos mudarão terrivelmente para o resto das nossas vidas. Errar é humano... mas não errar aperfeiçoa-nos e aproxima-nos do divino...
Porque é que há gente que tem mais sorte que eu e que mesmo assim não sabe dar o devido valor ao amor? É injusto...
Eu também sou humana...
Fugir nem sempre, ou nunca, é o melhor remédio. Para quem, como eu, está a sofrer por um amor não correspondido, a máxima «o que os olhos não vêem, o coração não sente» parece de facto fazer imenso sentido.
Mas a vida não pára por causa disto nem o mundo deixa de girar só porque eu agora tenho de voltar a apanhar os pedacinhos do meu coração partido. Ao invés de ficar à espera que alguém me venha agora oferecer flores, vou antes embelezar o meu quintal com flores, pois nunca se sabe quando é que o destino vai decidir que chegou o momento de uma nova pessoa entrar na minha vida.
Quanto mais nos preocupamos e queremos fazer por algo a nível sentimental, esse algo raramente ou nunca acontece. Já quando menos esperamos...
Chamem a isso destino...
Foi ele que te pôs no meu caminho, provavelmente porque eu merecia sofrer...

24/01...30/03


Olá...
Já não me lembro de dormir... durmo momentos pequenos que parecem eternidades, mas acordo de tempos a tempos... Mas hoje acordei de um desses momentos com mais força! Pelo menos já não choro. Só ainda não consegui comer, uau o corpo humano é fascinante, já não como nadinha há precisamente dois dias, tenho apenas tomado café, mas não me sinto fraca! As minhas reservas ajudam eu sei, mas sempre pensei que dois dias sem comer fossem bem piores! Nem sequer sinto fome, mas queria sentir, tenho saudades de sentir fome... Hoje gravei um CD com todas as musicas que fazem parte de momentos nossos, até aquelas que eu tinha receio de um dia ouvir... Every since i saw you... i want to old you... like you're the one... Eu ainda sinto isto sabes piolhu? Sinto que foste capaz de me entregar a tua vida e depois fugiste! Não consigo perceber, foi de um dia para o outro! De um momento para a eternidade! Não me saem da cabeça os momentos em que me abraças-te com a maior vontade do mundo e disseste a mais mágica de todas as palavras, o dia em que com cara de medo me pedis-te por favor para se um dia isto fosse acontecer eu lutar por ti! Lutar por ti... Lutar... Lutar por alguém que não nos ama não me parece uma luta justa, tu naquela altura já sabias o que sentias? Ou era mesmo medo? Ou... Não sei nada, não sei o que digo nem o que penso nem o que faço... Não sei se vou fugir daqui nem se fique para respirar o mesmo ar que respiras. Desejo que sejas muito feliz mas não quero ver essa felicidade, quero que estejas bem longe quando sorrires! Eu sou forte e sei que ainda vou sorrir muito mas há feridas que nunca fecham e doem durante toda a nossa vida ainda que de uma forma quase imperceptível, e tu abris-te em mim uma destas feridas! Nunca me senti assim, falta-me um bocadinho de pessoa, um bocadinho de alma que se perdeu no meio da confusão.
Lembras-te quando nos beijá-mos à chuva na quinta da Conceição? Lembras-te quando fomos juntos passear pela areia? Lembras-te da primeira vez que nos beijá-mos? Lembras-te?... De todos os momentos bons que passámos? Dos sorrisos espontâneos que nos acompanharam?
Dói de uma forma tão cruel, é físico, dói mesmo! Dói-me cada centímetro de alma! Hoje dei por mim cheia de medo de andar na rua, sem olhar para dentro dos carros, sem sequer conseguir descer as ruas que vão ter à praia. Do meu quarto vê-se o mar mas eu não consegui olhar para ele! Guardei tudo o que me fazia lembrar de ti, está tudo na garagem, a garrafa de champanhe que nunca abrimos, os Milka que tinha guardado para ti, só ainda não tinha encontrado um postal... A minha bolinha, está tudo guardado! Até a ti eu guardei num cantinho bem fundo do meu coração!
Os meus pesadelos eram reais, aquelas duas semanas em que tive pesadelos... Afinal eram presságios! Meras lembranças que me começam a assombrar a memória e tudo começa a fazer sentido. Quero ser feliz outra vez como fui contigo, será que isso é possível? Será que vou voltar a sentir vontade de beijar alguém daquela forma?
Uma coisa que me intriga meninu, uma dúvida que me assombra, como é que se finge tão bem? Mesmo no último beijo que me deste eu senti que havia sentimento nele! Não me pareceu de todo um beijo de puro desejo nem sequer de pena ou do que quer que lhe queiras chamar, a mim soou-me a um beijo sentido com vontade... O teu olhar... Não consigo entender como se é capaz de fingir daquela forma!
Tantas coisas que te queria dizer e naquele momento fiquei paralisada só a olhar para ti, a chorar e a olhar para ti.
Mas eu sei que isto vai passar, sei que tudo passa com o tempo... Só não sei quanto tempo nem quantas mais noites me vão custar a passar, nem quantos carros me vão assustar, nem quantas vezes vou mais derramar lágrimas infundadas. Tenho ido todos os dias ao nosso cantinho, lá ainda sinto a nossa presença... Ainda te vejo encostado à rede... Acho que até o teu cheiro ainda paira no ar. Num domingo qualquer ainda lá te vou encontrar, mas vou fugir... não te quero ver, a tua beleza ainda me fere o olhar... quero fugir meu amor... de ti!
Amo-te Piolhu