sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"All I Really Want"

Vim até aqui, não sei bem como mas vim. Parei e comecei a recordar, olhei para as ondas e gritei com quantas forças tenho que não te esqueci... Já chorei, sofri e sorri mas nas mais profundas entranhas do meu ser estás sempre presente. Passaram dois anos e uns trocos, vidas, águas que correram debaixo desta ponte. Mudei rotinas, fugi para longe das águas turbulentas que te rodeiam mas em todo o lado só se vê uma névoa que mal consigo diferenciar das minhas lágrimas. Raiva é o que sinto de mim mesma ao ver que já não tenho força. Tento sorrir quando quero chorar, tento correr quando quero ficar parada no mesmo local aonde me deste o primeiro beijo, a primeira rosa. Quero com todas as minhas forças mas não consigo.
Como alguém um dia me disse, o passado está nos museus, mas o meu passado não vai para o museu, não sai daqui de perto de mim. Quis durante tanto tempo que viesses aqui pertinho de mim para me dizeres que já não gostas de mim, que me dirigisses a palavra com desprezo para eu te corresponder.
Mas acredito que sim que sou capaz, que consigo...
Acredito que este dia presente de tanta raiva me dá a força que me faltava! Que sem que tu te apercebas eu vá sucumbir ás amargas passagens do tempo.
Tenho pena de ti sabes? por tudo o que fazes e sentes! Não mereces um só minuto que gastei nem um só sorriso puro que eu possa ter oferecido!
Lutar e vencer serão as palavras de ordem que vou gritar! E como diria uma senhora que respeito e admiro muito:
"And I am fascinated by the spiritual man
I am humbled by his humble nature
What I wouldn't give to find a soulmate
Someone else to catch this drift"

Your hand in mine...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sens de l'absorption

È a real confusão, estou bem e feliz mas tenho quedas a pique. Mas vamos ser felizes!!! Ontem enquanto estava no trânsito pensei e pensei e voltei a pensar em mais um dos meus pensamentos muito secretos que nimguém pode saber, e cheguei a uma conclusão que acho que posso partilhar. Sim, eu receio partilhar as minhas ideias e pensamentos porque a minha sanidade mental pode ser colocada em causa.
Então pensei que os homens são parvos, ignorantes e insatisfeitos por natureza. A minha teoria baseada no empirismo é muito básica. Quando se envolvem com uma mulher, querem logo fazer o amor, imediatamente, e se a mulher também o quer eles excluem-na porque afinal ela gosta de sexo, não serve para casar, mas quando se casam com um pão sem sal que nem um knorr a salva, queixam-se que a esposa tem sempre dores de cabeça e vai rpocurar fora... O que origina que a esposa se aperceba e vá também comer o prato do dia a outro tasco e assim ele fica com um valente par de...
È isto, se têm é porque não serve, se não têm não serve na mesma. Depois divorciam-se e procuram uma daquelas mulheres que no passado não serviam porque gostavam, de sexo! O my God, alguém me empresta o livrinho de instruções?
Após este meu pensamento no trânsito apercebi-me que o melhor continua por ser descoberto! ´
A sensação de absorção é uma das mais usadas... Tenho dito!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,

e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tenho saudades...


Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Saudades dos nossos momentos bons e dos maus também. Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeça, saudades das nossas discussões. Tenho saudades dos nossos passeios, da nossa vida nada parecida, do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.

Saudades do nosso amor intenso, único e todo errado, das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Tenho saudades do teu ciúme com fundamento e dos sem fundamento também. Saudades dos teus medos e da maneira que eu cuidava deles. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da tua fraqueza, que me dava força para ser forte. Saudades do nosso primeiro beijo e do último também.

Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu amor intenso, da maneira que tu dizias “eu amo-te” deixando um brilho nos meus olhos. Saudades das tuas mãos nas minhas, a minha boca na tua. Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.

Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntos construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras e a nossa vontade de ser o outro de ser do outro. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da tua vontade encantadora de me surpreender.

Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti fazendo-me chorar e eu fazendo-te sofrer. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da tua maneira de não saber me amar que me fazia sentir o homem mais amado do mundo. Tenho saudades da nossa dependência um do outro, da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.

Tenho saudades de ser teu, só teu. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos um para o outro, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”, de cantar mas estar a cantar só para ti. Tenho saudades do nosso namoro escondido, onde só éramos eu e tu. Tenho saudades do nosso amor, nossas juras, nossas promessas, nossos encontros e dos nossos desencontros.

Tenho saudades de dizer “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de ouvir “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso casamento que não aconteceu. Saudades dos filhos que não tivemos. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.

Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que já odeio antes de existir, outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os nossos sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós...

Não é que goste de jogar cartas...




Só porque adoro... sem significado, apenas vontade!
Mas realmente esta musica merece...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A p$%? da loucura!


Bom dia com alegria, bom dia com sol e passarinhos, que noite... Começou ontem, domingo à tarde, acordei e fui às urnas votar. Não vou dizer em quem votei mas digo que votei por falta de alternativas. Foi Mais um voto nos escuro à espera que isto melhore, mais uma esperança depositada naquilo a que chamo pais. Mas enfim, após o voto cumpri o meu dever de cidadã.

A piquena ligou-me, o convite eram caches, a saga das caches continua, sim porque estamos viciadas, por aqui já descobrimos uma série de coisas bonitas. Sim eu concordei, sai das urnas e lá fui eu ter com a piquena. Ainda fomos ao tasquinho II tomar o real cafésinho de domingo com o JSM, ele não pôde ir connosco cachar porque estaria certamente ocupado no final da tarde. Assim lá fomos nó a caminho do destino, fomos ter com o Big e com o descolorado. Ai que grande confusão, no início pensámos mesmo que eles não queriam cachar, estavam calados, mudos e irritantes, por fim e após uma série de bocas lá se ambientaram à cena. Fizemos a primeira que foi muito fácil, era no moinho, estava num sitio sujo mas com as pistas que tínhamos até foi fácil. A segunda foi a real aventura porque o ponto de partida era do lado contrário do rio ao local aonde estava a cache, ainda vamos tentar descobrir aonde estaria aquele dito marco! Mas em frente é o caminho e fomos fazer uma terceira na casa José Régio que concluímos com o sucesso habitual das BBS'S. Por fim lá fomos jantar, comemos uma pizza chamada «Ibizza Picanti», ó senhores, aquela beleza tinha mais picante que um frasco de Gindungo! Meu Deus que só com a pizza eu já estava cheia de calor, aliei a este facto ainda um rosé que me deixou exaurida da vida! Fiquei num estado deplorável! Depois do café o big e o descolorado regressaram à terrinha, pelo meio alguém decidiu deixar-me sem ar, mas tranquilo, recuperei e lá fomos nós a belas e poderosas para mais uma cache! Na capela das bruxas e em seguida a meia laranja! Somos as maiores! E bora lá para o sax beber umas minis e córtir! O JSM regressou à nossa companhia e acompanhou as donzelas. Já no Sax estavam lá o Caracolinhos e o Tété, bebemos minis, disse-mos asneiras e quando vi já eram 4 da matina! Sabendo eu que às sete teria que estar wake, ponderei e decidi, vamos de directa! Bebemos mais umas minis e fomos a mais uma cache, desta vez o Caracolinhos e o Tété foram as companhias, muito agradáveis por acaso! O JSM foi nanar para casinha. Fomos fazer a "crestumense", lindo, muito boa aquela cache! Às seis e meia da matina partimos para a terrinha, e lá fui eu tomar um banho! Acabei aqui na sala de formação a ouvir um senhor que só fala! Mas valeu a pena, foi um dia e uma noite fantásticos! Quero mais, quero repetir! Quero estar sempre perto de ti piquena, fazes-me tão bem... Mesmo com esse teu feitiozinho terrível és especial!

Buga córtir, até sexta pikena:-)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mieux seul que mal accompagné

Meus meninos, depois do desabafo anterior chego a conclusão que estou muito bem sozinha...por tantas razões e mais algumas.
Apenas porque:
De tanto pensar em ti
perdi-me nas ruas da cidade,
andei às voltas como numa espiral
com o medo de te encontrar
mas também de perder-te…
Na densidade deste silêncio
procuro agora reunir os pedaços
de palavras e sorrisos que trocámos…
o coração sobe-me à boca
e abro os lábios para beijar a tua imagem
homem doce e triste que não quero perder…
sinto-me afundar num abismo negro
mergulho na inconsciência para fugir à dor desta saudade…
Apenas porque sozinha não tenho motivos para escrever estas frases que partem os vidros que protegem a alma...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Porque afinal vale a pena...

eu e a mami, a mami e eu...











meninas
lindas...






especiais...












maninhos...












em busca da cache...

Amiga

 



Quis fazer-te um poema!
Uma forma de agradecer
homenagear-te a amizade.
Ao pensar em ti, senti o perfume de tua alma
exalando ao meu redor
a tua fragrância a perfumar-me a vida.
Vi tua alma abrir-se aos meus olhos
flor do lírio mais raro
que quando, e se é encontrado
guardado deve ser no coração!!!
Há tantos que cruzam nossos caminhos
que nos tocam...e nos deixam sozinhos...
Outros tocam, marcam...e seguem...
Mas o amigo de alma, esse fica,
mesmo quando se vai,
Não nos abandona jamais,
Deixando no coração a paz!!!

A tua amizade é o perfume que me segue pela vida!
Nos momentos tristes, de solidão...,
na busca de conselhos ou soluções...
De mim amiga tens o amor
a lembrança viva e a corda para te segurares
nos momentos de dores o teu apoio
Ele será para ti o consolo
Recebo o perfume de tua alma amiga
em troca de um sorriso teu
Recebe o amor que te dedico
meu amor amigo, qual perfume de distinta fragrância para perfumar-te a existência e o coração!
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Momentos...

 
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Insane momento


Que grande confusão, que insanidade geral. Paira entre nós uma instabilidade que se torna desconfortável. Um abraço a um beijinho ao outro e uma faquinha no coração de todos. Já não escrevo há tanto tempo e quando decido escrever só tenho motivos tristes e enfadonhos. Não quero perder a sanidade nem a amizade... Mas não me sinto com os pés no chão, sinto-me a pairar numa nuvem confusa de ideias e revoltas. Quando o vejo apetece-me abraça-lo e ficar ali só a abraça-lo sem ele se mexer, só assim... Mas quando ele me abraça eu não quero porque o sentimento de culpa me assombra. Quando esta perto, apetece-me deitar no colo e sorrir, apenas isso, sorrir! Não quero deita-lo numa cama e despi-lo sem piedade, não quero beija-lo, nem tocar... Quero apenas olhar, sorrir e juntar o melhor de um amigo com o melhor de leão sagaz que veste lacoste e cheira a mar! Mas a rosa, essa sim faz-me suar de ansiedade... Quero pegar na rosa e voltar te-la, voltar a sentir aquele calor, os lábios secretos e o cheiro doce. Tenho vontade de trepar pelas ranhuras daquele espírito e arranhar-lhe as costas com o desejo. Passar a noite inteira a beijar-lhe os poros de todos os ângulos, com beijos meigos e gelados que fariam a rosa gelar de prazer. Possuir as suas palavras e abafar os gemidos com um beijo.
Mas com os pés na terra só me resta viver. E vivo, vivo comigo mesma e com quem me rodeia. Há quem diga que eu me atraio pelo big, mas o big é só big, não sei, não digo que não seria capaz, gosto do abraço, do sorriso, do olhar, mas mata-me um passado que não quero reflectir em ninguém! Não quero que sintam que ainda me lembro, não quero magoar quem gosto nem pisar quem não merece. Se fosse mais um, apenas mais um eu limitar-me-ia a beijar, abraçar, como se usa algo ou alguém. Mas não é mais um. È o, ele! E assim quero ficar aqui até que me abracem e me beijem sem eu pedir, sem o ordenar. À força, com a sensualidade de um gato e a brutalidade de um leão! Ser presa entre braços e respirar quase sem sentir, gritar sem ser ouvida... que confusão...