sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Milk shake!

Tenho durante muito tempo ponderado o valor das coisas, aquilo que realmente importa. Ao longo de poucos anos de existência já aprendi tantas coisas feias e bonitas, boas e más, úteis e fúteis...
Se por uma lado perdi os meus direitos e fantasias de criança, por outro lado ganhei a oportunidade de crescer e viver livremente! Livre e independente com vontades e sonhos que movem montanhas. Aprendi que o verdadeiro desafio não é difícil por ter tentado, ele torna-se difícil por não ter nunca tentado! Com os anos as coisas que me marcaram, os brinquedos com que cresci, as pessoas que conheci ficaram perdidas algures no tempo. De certa forma perdi o que me acompanhou na infância mas ganhei a lembrança do amor de tudo o que vivi, e acima de tudo o exemplo de vidas!
Perdi momentos únicos da vida porque chorava em vez de sorrir…Mas descobri que para colher amor temos que construi-lo. Aprendi que não importa o momento da vida em que falhei, o mais importante é que sempre é possível e necessário recomeçar.
Aprendi que podemos lutar sempre pelo que realmente vale a pena e que há sempre tempo para recomeçar a sonhar, recomeçar é dar uma nova oportunidade a nós mesmas, renovar sonhos e esperanças, é acreditar em nós mesmos!
Já sofri muito, e com isso aprendi! Já chorei demasiado, mas lavei a alma. Tive raiva de alguém para aprender a perdoar, senti-me sozinha porque apenas fechei as portas. Em muitos momentos pensei que tudo estava perdido mas aquilo era apenas o inicio do meu crescimento intelectual e a prova de fogo que me mostrou que realmente eu sou capaz e tenho a força de um universo!
Aprendi que por diversas vezes quando me senti sozinha não reparei que perto de mim havia pessoas que queriam ser a minha companhia e o meu esteio de apoio, mas eu não vi porque o egoísmo não me deixou ver.
Hoje depois de uma série de acontecimentos achei que era um bom dia para iniciar um novo projecto de vida, quero olhar para cima, sonhar bem alto, desejar o melhor, ansiar o bem e o bom pois a vida passa tão velozmente que até os sonhos são demasiados para tão pouco tempo!
Hoje é o dia da vontade e da loucura, vou lavar a alma com uma única lágrima que se tornou em alegria. Desprender do espírito tudo o que me prende ao passado e que me magoou, limpei o coração e deixei apenas o teu amor, deixei apenas as amizades, apenas o que me faz feliz. Porque nós somos a manifestação dos sentimentos que surgem.
A vida está a chamar por mim, convidou-me para uma nova aventura, vamos lá viajar e conhecer um novo mundo! Dedico este dia a mim e a todos os que amo! Não porque seja especial, apenas porque é meu e porque me sinto assim, simplesmente feliz!

聖誕節快樂

Querido Pai Natal, este ano senti-me como já não me sentia há muitos anos! Foi realmente bonito! Queria conseguir multiplicar-me em mil e estar com todos os que gosto mas fico-me por aqui este ano!e

A pequena síntese...

Querido Pai Natal, este ano foi especial, cresci muito, chorei muito, sorri muito! Foi tudo muito intenso, a palavra muito imperou neste longo 2009 cheio de emoções e sorrisos forçados!
Peço desculpa a quem se dispuser a ler este desabafo mas vai ser directo, imparcial, frontal para comigo mesma, e acima de tudo longo porque há coisas que ainda não disse mas que não quero deixar por dizer!
Pelo início tudo foi estranho, domingos de manha passados à chuva, com pequenos almoços diferentes e mágicos, tardes passadas ao som do silêncio. As ruas e ruelas por nós descobertas! A verdadeira ilusão quem pensa que ama mas apenas se refugiou nos miminhos... Foram tempos estranhos e sombrios, viver na penumbra de um passado comum não se pode descrever com palavras nem gestos, apenas com sentimentos que não sei explicar, foi bonito, não me arrependo, aprendi contigo, aprendes-te comigo e juntos escreve-mos uma história bonita e pura que só a nós pertence com todos os pormenores frios e arrepiantes! Com os toques de simples vontade de fazer! Tenho pena de que o final tenha sido este, sem um adeus ou um até sempre! Apenas um desconhecimento total daquilo que não se disse! Mas eu fiz um fim bonito para esta história! Bonito e digno de um verdadeiro romance à moda antiga. Não termina com "...e foram felizes para sempre..." mas termina com "e cada um escreveu o seu caminho por estradas diferentes mas para sempre paralelas, porque as linhas paralelas por muito que se alonguem, nunca mas nunca se hão de encontrar!". E foi assim, um «Who are you» tão simples de perceber... For how long!
Houve neste anos meses em que me senti sozinha no meio da multidão que se cruza comigo todos os dias, no meio de uma metrópole romântica e cinzenta que me abraça e embala cada dia que passa. Nos momentos mais tristes estives-te sempre aqui pikena, nunca me abandonas-te!
A ti também te queria dizer que por muito que esforce nunca vou conseguir ser a amiga que tu almejas porque sou assim, desligada, quero ajudar, dar apoio mas na hora de dar concelhos de levantar a moral de dizer asneiras e rir da própria imagem eu não sei o que fazer! Fico calada, apenas com um colo pronto para te receber como tu és e como eu gosto de ti! Mas deixa-me dizer-te que como tu mesma me ensinas-te a amizade é aceitar as pessoas como são, e eu sou assim, não quer dizer com isto que goste menos ou mais de ti, quer dizer apenas que eu sou assim, e acredita que não é a palavra egoísmo que fica bem aqui porque muitas vezes eu sofro contigo e por ti, simplesmente não tenho esse dom de ser a amiga que ajuda a levantar! Desculpa se não consigo ser o que esperas de mim mas espero que compreendas que sim és muito importante para mim e tens aqui um lugar muito especial bem pertinho de uma aurícula.
Tinha tanta coisa para dizer e de repente já não sei escrever!
Afinal as coisas podem durar para sempre, e tu Jane és a prova viva disso, ainda há a cumplicidade que se sentia! Tenho saudades tuas como sempre tive, mas agora posso-te abraçar quando sentir vontade!
Vou deixar o resto para escrever mais tarde...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

X-MAS :-)

A mensagem de natal mais bela e sincera é revelada ao longo do ano com gestos e acções, com vontades de ajudar, abraços e amor...


Natal

"Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
‘Stou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei."


Fernando Pessoa, Natal, in Obra Poética – I volume, 1986
Circulo de Leitores, Lisboa

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Algo que me aproxima...

Na vida há momentos para tudo e em tudo o que fazemos há momentos completos e verdadeiros que preenchem a nossa essência, e foi num desses momentos que te conheci.
Deixa - me recordar - te os nossos momentos,vivências do passado, os pensamentos do presente e as esperanças de um futuro concreto que se esconde atrás de cada entardecer .
Deixa - me dizer - te que todos estes momentos estão guardados naquele lugar vital de onde nunca nada do que é bom se atreve a sair e onde tudo o que é mau não consegue entrar, o meu e o teu coração, que por entre as suas pequenas batidas alimenta a amizade que nos circula nas veias.
Tudo começou sem sabermos bem porque, um simples engano, um lapso ou uma condição criada pelo destino! E a pouco e pouco, depois de experiências e aventuras, de sorrisos partilhados e vontades comuns nasceu e foi criada uma forte amizade!
Conseguis-te provar-me que os amigos são como o sol que nem sempre se vê mas existe permanentemente para iluminar o mundo, e tu iluminas o meu. Provaste-me que é possivel mesmo distante, estar sempre presente!
Preciso de ti, da tua mão que me ajuda a levantar quando caio, do teu abraço que me aquece quando sinto frio, do teu carinho que me recorda as memórias da infãncia, do teu sorriso que seca as minhas lágrimas quando choro e do teu beijo que me fortalece quando sorrio!
És importante e essencial nesta escalada que se chama vida.
Sem ti tudo seria mais difícil, o que parece fácil contigo por perto, seria impensável sem o teu apoio.
Quando estou num beco sem saida tu estás lá para me ajudar a trepar o muro, quando estou num túnel sem luz tu está lá no fundo com uma vela para me iluminar, quando a minha alma é só um poço de lágrimas e trsitezas tu abraças-me e juntas voamos para o vale dos sonhos.

Tu sabes porque digo isto, sabes o contributo que tens dado, sabes o que significas!
Sabes bem o valor que tem uma amizade, e por mais anos que passem, por mais voltas que o destino dê às nossas vidas, vais ser sempre especial e vou guardar para sempre as nossas memórias deste tempo que nos ajudaram a crescer e a ser quem somos!
Mulheres a caminho de um futuro risonho.

Adoro-te amiga !
Foste ontem, és hoje e serás amanhã...
De sempre e para sempre!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Deanbulações oblícuas

E se o mundo se tornasse real? Quais seriam as questões propostas ao ritual sinistro a que damos a denominação de vida?
Enfim, tudo na essência de um ser concreto, tudo está aqui dentro desta lama inerte... È tudo, o fim da questão, o fim do sorriso, da memória inacabada e do silêncio da «paz.»
Encontram-se então almas perdidas que vagueiam, ponderando no final da estrada, cruzarem-se o «ritual». Vivem-se sentimentos, que também perdidos, rumam no sentido inverso à realidade. São as tágides do rio que banha o luar, que reflectem este ruído tão cruel, este calafrio que denuncia toda e qualquer veracidade esquecida, dissuadida pela paz morosa da verdade!
Penso, e torno esta questão mais pessoal, questionando a mim mesma, qual a razão? Qual o significado de toda uma falácia escondida? Qual a persuasão deste rebelde sentido?
Penso, revoltada com esta certeza fria e infiel que assombra os dias infindáveis da minha existência cruel, quiçá uma quimera infundada! Procuro no fundo da pérola a cor do teu sorriso, procuro em madrugadas destruídas os destroços do coração que aconchegaste.
Porquê? Qual a razão do desconhecimento deste ruído? Diz-me porque chamam às aves amores se o amor não tem asas? Porque se baptizam de paixões, olhares nunca relembrados neste passado, se todos os passados relembram esquecimento?
Digo a mim mesma e a qualquer outro ser estigmatizado pelo «ritual», que não vale a pena sentir, não vale de nada sofrer... Sorrir é o que faço... Sorrio porque me apetece... Sorrio porque não sinto, sorrio porque a minha alma não me permite outra expressão!
Afinal, ninguém me sabe definir qual a razão de existir num «ritual», este sentimento cruel e destrutivo a que todos dão o nome de amor.
Claudia Ferreira... alguém especial...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mary me...


Quando se acorda assim... Nem sei de que cor estavam os meus olhos hoje! Mas para ceia que estivessem verdes da cor dos teus. Quero ter uma aventura na neve, foi o meu sonho de hoje. Sonhei que tinha ficado presa numa casa pequena no meio da serra, aonde tudo parecia brilhar, aonde haviam flocos de neve perfeitos e brancos. Era manha, recordo-me de bocejar e sorrir ao acordar quando vi a neve que tapava os carros, a porta e todos os possíveis caminhos! Não se percebia bem que local era aquele, ou não estivesse eu a sonhar! Só recordo a neve branca, limpa, pura, imensa... Sai dali a correr beijei-te e voltei para a sala aonde numa lareira quente e simpática aqueci as mãos e o olhar. Não sei o que vestia nem o que sentia, sei que nada era mais belo do que aquele cenário. O cheiro a canela no ar, o fresco da neve e a harmonia dos sorrisos. O vento cantou o tempo todo aquela melodia que conheço. Via passarinhos azuis e rodopios de folhas secas que faziam a paisagem mudar. Vi um urso pequeno, enrolado sobre si mesmo que rebolou sob o meu olhar atento...
Da chaminé saiam golfadas de fumo branco que desenhava no céu pequenas nuvens coloridas. Dentro da pequena casa o cheiro a pão torrado, o trago a mel que se misturava com a névoa da lenha a estalar, o manto ao xadrez que me cobria os ombros enquanto passava a manteiga derretida pelo pão quente, o pequeno fogão de lenha que fervia água nervosamente, os calafrios provocados por brisas suaves que me enviava o postigo dourado e redondo no cimo da porta... Tudo parecia mágico, até me sentia com o poder de sorrir incessantemente!
Foi o sonho, a simbologia de tudo aquilo que se pode querer e não se percebe! Os abraços continuam quentes, os sorrisos sinceros, as palavras doces! Gosto de ti, gosto de mim, gosto dele, gosto dela! Gostava que todos nós gostasse-mos uns dos outros! Gostava que pudéssemos viver todos juntos... Mas não posso, não consigo!
Enfim, ter tudo não é possível, mas é possível dar tudo... E eu dou, tudo o que posso e que tenho! Quero ser e fazer feliz, na neve, naquela pequena casa aonde acordei contigo e com um rebanho de pequenas ovelhas...