quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Prozac... Oficialmente o meu melhor amigo!





Olá! À quanto tempo... O tempo que se perde sem ser preciso notar. Então e novidades??? Tenho, tenho boas e más, tenho delicias e caramelos, tenho lágrimas e sorrisos. Passa por mim uma fase de apatia, sonoridade escondida e mmmmmmmmmparva.
Há sons do nosso passado que nunca param de assombrar, então porque falo nisso?
Falo porque não falar é sufocar as vozes do espírito, não falar mata as ninfas que circulam na aorta, manter o silêncio atinge qualquer coração magoado.
Fazes-me feliz é verdade, sou feliz quando está por perto, sou feliz quando me abraças. fazes cada minuto parecer o segundo mais veloz, mas isso chega?
Não sei, porque quando vais embora só quero fugir aos gritos, sinto-me presa mas não te quero largar, se calhar é a minha natureza, não sei. Os sentimentos são estranhos e fugidios, magoam sem eu perceber porque. Ontem fui dar a volta dos amores, segui a marginal e senti um arrepio ao passar pelas dunas do areal, senti vontade de me deitar ali e adormecer para sempre, ficar ali petrificada como se de uma estátua se tratasse, como se o tempo fosse parar naquele momento, como se os sonhos em rollback fossem agora realidade.
Estou aonde quero, quando quero com quem quero como quero, será mesmo assim? Será que a escolha é assim tão linear? O excesso de perguntas acumulam-se no meu ser o baralham todos os meus pensamentos, sentidos, alucinações.
Até a queda de uma folha me trás a memória o sabor salgado de uma lágrima... Que turbilhão QUE CONFUSÃO!
Preciso de falar sem cobranças, passear sem destino, comer sem limite, sonhar com vontade!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A cereja em cima do bolo…




São as cerejas que nos trazem à memória recordações de criança, os brincos de cereja, o trepar às árvores para comer o pequeno fruto avermelhado e olhar para o rio bem lá no fundo! Os socalcos do vale cravejados de cerejeiras em flor, e o tom que elas dão à vista dos nossos olhos até onde ela pode correr! Os arrepios que se sente quando se prova o doce trago de uma cereja vermelhinha e madura, com o alimento da alma dado pela brisa do Douro que regala os sentidos! A festa da frutinha doce e rubra, as crianças à volta de uma cesta, os caroços que voavam por cima das cabeças como um ritual de brincadeira! São as recordações intensas e verdadeiras que me trazem à lembrança os sabores da cereja mais doce que o mel, mais bela que o horizonte e que tantas histórias escreveu no livro desta aldeia! Tantas são as visitas que nos fazem pelo vermelho brilhante de uma singela e pequena pérola que se prende a uma sua gémea pelo caule que as suporta e lhes dá a garra de serem elas, as divas de um povo de glórias! Tantos são os vivas recebidos por amigos, por quem cá passa e se apaixona! As flores, o rio, as lendas, a gentes humildes e hospitaleiras, as vontades e virtudes da paisagem castanha esverdeada de um lugar à beira rio nascido e criado!
Resende a vila dos homens que fazem da vida um bonito livro de alegrias, é aqui que nascem as vontades de voar por ai com um brinco de cereja na orelha, o sorriso de quem alimenta a alma e o sonho no coração nobre das gentes desta terra!

È vermelha sorridente, brilhante e redondinha
Vem à festa ainda em flor, sonhadora
Como um par, nunca se sente sozinha
Dá vida e sabores às gentes de outrora



Vestes e crenças das pessoas daqui
Só cá não pára quem não sabe ou é tolo
Porque o sabor do doce e a brisa das cores
São a cereja em cima do bolo!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O meu jardim!



Um dia quando tudo for passado e der conta de que já não respiro nem consigo sorrir... Vou perguntar-me pelas minhas coisas, as minhas roupas, o meu dinheiro? Isso pertenceu à terra…
E as minhas recordações? Nunca me pertenceram, eram do tempo……
E os meus talentos? Esses nunca me pertenceram… Eram das circunstâncias...
E os meus amigos, os meus familiares? Eles nunca me pertenceram, eram do caminho...
E a minha mãe? Nunca me pertenceu, era do coração....
E o meu corpo? Não... Esse nunca me pertenceu, era propriedade da terra...
Então, e a minha alma? Ela nunca me pertenceu… era do Universo....
Então ai eu vou questionar... Afinal nunca tive nada... na verdade nada foi meu...
Mas estarei a esquecer-me de algo muito importante que faz a vida valer a pena...
Os meus momentos... Foram só meus e é por eles que continuo a lutar!
A vida é só um momento… Um momento todo meu.
Desfruto-o na sua totalidade….
Por isso quero sorrir e chorar com vontade, ver os pequenos gestos como grandes sorrisos de histórias inacabadas. Quero ver florir o jardim que eu mesma cultivei e ser feliz!

Gosto de ser assim!


Gosto de recordar as coisas boas do passado. Gosto de ver fotografias. Gosto de falar. Gosto de sentir o vento forte na cara. Gosto de caminhar à beira mar. Gosto de sentir o cheiro da minha mãe. Gosto de viajar. Gosto de rir. Gosto de óculos de sol. Gosto de patés. Gosto de Música. Gosto de peluches. Gosto de palhaços. Gosto de rebuçados de mentol. Gosto de recordar desenhos animados antigos. Gosto de ver o tom sawyer. Gosto de Manhãs de Outono. Gosto de vestidos. Gosto do Porto. Gosto do pôr-do-sol. Gosto de brincos de princesa. Gosto do cheiro a terra molhada das primeiras chuvas. Gosto de Pearl Jam e Nirvana. Gosto da cultura dos Kelly Family. Gosto de adormecer no sofá. Gosto que me segredem coisas aos ouvidos. Gosto de meditar na praia quando não está lá ninguém. Gosto de scones quentinhos com geleia. Gosto de colares grandes. Gosto de rosa. Gosto de café. Gosto de dar as mãos. Gosto de dançar à chuva. Gosto de pulseiras de pé. Gosto de conhecer muita gente. Gosto de encontrar amigos especiais em sítios inesperados. Gosto de saídas não programadas. Gosto de abraços que não estou à espera. Gosto de chá numa tarde fria de inverno. gosto de beijos à chuva. Gosto de vozes roucas. Gosto de fingir que não vejo pessoas com quem não quero falar. Gosto de perguntar “onde é que vamos jantar hoje?”. Gosto de ti. Gosto do cheirinho a pão torrado. Gosto de ser acordada com beijinhos. Gosto de me sentar na relva. Gosto de me deitar na neve e rolar. Gosto de ver filmes à lareira a beber vinho do porto. Gosto de abraçar a minha mãe com muita força. Gosto de ouvir o som dos búzios. Gosto de sumo de maracujá. Gosto de conduzir a altas velocidades. Gosto de motas. Gosto da cor preta. Gosto do cheiro do manjerico. Gosto de escrever. Gosto de nadar. Gosto de aprender. Gosto rebolar na relva. Gosto de cães. Gosto de crianças. Gosto de ser surpreendida. Gosto de dar presentes. Gosto ver a minha mãe sorrir. Gosto de ouvir anedotas. Gosto de...

Não se pode recordar!!!


Melhores dias de verão! Sempre com a alegria que se quer e com a vida que se tem. Ontem fui à praia, hoje não me apeteceu amanha devo ter que fazer. È sempre assim, escolhas e preserveranças que se fazem acompanhar de outros pensamentos malignos. Mas o que se quer á a boa disposição que me é característica, a boa vida que me dou ao trabalho de cultivar, que se fodam as tristezas, quando me dou ao mau humor e me dedico a lemechíces é quando todos se riem e vão sair em união. Mas quando sorrio e grito parvoíces e baboseiras todos querem a minha companhia. afinal eu não sou egoísta, o mundo é que fomenta no mais próximo de mim e assim somos todos egoístas e parvos, sem atrevimentos ao sofrimento!
Não se pode sofrer, porque quanto mais se sofre mais nos querem magoar, mais nos querem por de parte, porque só os sorrisos e piadas de demência são bem aceites e agradecidas. Então se eu começar a não fazer sentido é porque de facto não deveria fazê-lo!
Como alguém já o disse...

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Isto será então um contra censo, porque se não sofrermos pelas lembranças então não nos vamos recordar.
Mas é isso mesmo, não quero não posso e não vou prender-me a um passado. Passado que me deu coisas boas, emoções únicas e uma mágoa que mata quando se sente. Vamos cantar e beber, viver o que o presente tem para nos dar e o que o futuro nos reserva. Ser felizes e insanes ao som daquilo que ninguém mais pode ouvir, o bater do coração quando algo de bom nos acontece, algo de bom que nos é dado muitas vezes por quem menos se espera. Muitas vezes a vida é dada por quem nada nos deve por que nada teme e apenas vive.



terça-feira, 29 de junho de 2010

Boi com parafusos...


Era uma vez um Ronaldo... Que vivia num lindo carrocel... tinha as orelhas furadas... E a cabeça era feita de papel! A galope trá lá lá... Sem marcar tra la la!
Filho da $%&# nunca sai do seu lugar trá lá lá!!!

sábado, 26 de junho de 2010

Sin Miedo a Nada


Me muero por suplicarte que no te vayas, mi vida,
me muero por escucharte decir las cosas que nunca digas,
más me callo y te marchas,
mantengo la esperanza
de ser capaz algún día
de no esconder las heridas
que me duelen al pensar que te voy queriendo cada día un poco más
¿Cuanto tiempo vamos a esperar?

Me muero por abrazarte y que me abraces tan fuerte,
me muero por divertirte y que me beses cuando despierte
acomodado en tu pecho, hasta que el sol aparezca.
Me voy perdiendo en tu aroma,
me voy perdiendo en tus labios que se acercan
susurrando palabras que llegan a este pobre corazón,
voy sintiendo el fuego en mi interior.

Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada día
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.

Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente,
me muero por intrigarte y seguir siendo capaz de sorprenderte,
sentir cada día ese flechazo al verte,
¿Qué más dará lo que digan?¿Qué más dará lo que piensen?
Si estoy loco es cosa mía
y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor,
vuelvo a ver brillar la luz del sol.

Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada día
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.



Alex Ubago

Amiga mia...


ojalá pudiera mandar en el alma o en la libertad,
que es lo que a el le hace falta;
llenarte los bolsillos de guerras ganadas,
de sueños e ilusiones renovadas.
yo quiero regalarte una poesía;

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Live... grrrrrrrrrrr

"They Stood Up For Love"

naked lovers feel the blood beneath their veins
electric nerves communicate
with tiny explosions through our brains
who is this energy that never left or came?
give rise to passion the only glory
of this human story

I give my heart and soul to the one

we spend all of our lives goin' out of our minds
looking back to our birth, forward to our demise
even scientists say, everything is just light
not created, destroyed but eternally bright
masters in everytime lord in everyplace
those who stood up for love down in spite of the hate
in spite of the hate

who put the flower in the barrel of that gun?
who lit the candle that started the fire,
burnt down the fortress, the throne?
who could house all the refugees in a single shack
or a lowly bungalow?
who lives in a different dimension, free from the
struggles we know?

I give my heart and soul to the one

we spend all of our lives goin' out of our minds
looking back to our birth, forward to our demise
even scientists say, everything is just light
not created, destroyed but eternally bright
masters in everytime lord in everyplace
those who stood up for love down in spite of the hate
we spend all of our lives goin' out of our minds
they live in the light

we made it to the moon
but we can't make it home
waitin' on a rescue that never comes
made it to the moon
but we can't make it home
maybe home is where the heart is given up
to the one
to the one

we spend all of our lives goin' out of our minds
lookin' back to our birth, forward to our demise
we spend all of our lives goin' out of our minds
they live, they

they stood up for love
stood up for love
stood up for love
they stood up for love
stood up for love
stood up for love

we spend all of our lives goin' out of our minds
masters in everytime
we spend all of our lives goin' out of our minds
stood up for love

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Fáceis


Fases más que com o tempo pioram!!! God, quem me dera ter o poder de fazer um reset a tudo o que não fiz! Já não sei muito bem quem quero ser nem aonde quero estar. Sou tão estranha? Alguém me percebe? Preciso de ajuda para me entender no meio de toda esta confusão!!! Esta macedónia de sentimentos parvos que se entrelaçam entre mim e eu mesma! Ontem senti-me sozinha, mesmo sozinha, não me apetece falar com ninguém, não confio nem em mim mesma! Se pudesse escolher um animal para me transformar, queria ser um kuala para passar os dias em cima de uma árvore a observar o mundo a correr diante de mim.
Quando recordo os contos de fadas que me leram em criança, em nenhum deles encontro aquilo que sinto! Tudo me parece tão perfeito que tão azul e brilhante!
Sentimentos são... fáceis de mudar...

O que se procura...


Perdida aqui nos meus pequenos refúgios, depois de uma batalha inacabada, aqui estou eu. Sou um pequeno rebento de flor que salta de folha em folha e procura apenas aquilo que nunca encontra! Alguém me disse hoje que eu sou mais do que eu mesma quero parecer! Mas sem me convencer acho que acreditei que devia ficar assim mesmo, aqui sem me mexer, sem dar às aves os meus olhos a beber! Mas o meu espírito quer voar e conhecer, mas não posso! Tenho de aterrar e de crescer, tenho de mostrar que sou “normal”, de dar aos outros o que eles querem ver, tenho de ter no banco uma boa quantia para ser um bom partido! Mas que raio de princípios estranhos que nos dão conta da alma! Na etiologia das coisas eu posso dizer que me perco entre mil e um sonhos, sonhei voar mas não sou pára-quedista, sonhei cantar mas só a melodia dos meus sentidos faz sentido, sonhei ser mãe mas atrasei os meus limites, sonhei ser um dia uma viajante eterna do mundo e fotografar cada resquício perdido dos olhos de uma criança num outro lado da terra, mas não pude porque me acabou o rolo da máquina intemporal! Sonhei ser quem aspirei mas não me deixaram porque seria um eterno adolescente! Tudo parece negativo e constrangedor mas de facto não o é! Conheci uma folha aqui, virei outra ali! Algumas linhas desta vida marcaram um capítulo deste percurso, a tua, a minha, a nossa, a que foi de um desconhecido! Nunca soube as razões nunca percebi os motivos mas as coisas que se aprendem com as palavras, tiram o sentido ao que se chamam sentimentos! Se calhar nunca vou voltar a ser o que fui, se calhar perdi até o que de melhor tinha em mim, mas vale sempre a pena ter algo novo que nos dá novos rumos, valores e sentidos cheios de sentido!!! São estes exageros e paradoxos que me deixam feliz a olhar para cada linha que escrevo! Desculpem-me todos os que não sabem do que falo, aqueles que me chamarão insana e delinquente mas de delinquência percebo eu! Não posso crer que alguém partilhe esta parva prosa comigo mas posso acidentalmente esbarrar-me com um louco que se queira rir e deliciar com estas linhas sem sentido mas que tanto são para mim!

Preciso mesmo de falar, gritar e chorar mas já tentei e não consigo! Preciso de um ombro que não saiba, não julgue, não pense, apenas ouça e abrace, mas não há, não existe porque as pessoas são isto…

Um amontoado nojento de valores e merdas que não se sentem mas querem-se vistas e mostradas aos olhos de quem é bonzinho!!! Acredito que cada arrepio que sinto, cada letra que grito sejam agulhas nos ouvidos de ninguém mas eu só queria isso…

Um ombro que não julga!

Carpediem

sábado, 12 de junho de 2010

Um sábado no Porto

Na estação de S. Bento (muito romântica e propicia a estes devaneios), sentado à espera do comboio um velho olha as pombas: no final de vida é normal os velhos olharem os pássaros, os cães, os gatos…a primavera, o inverno.
No fim de vida é normal ultrapassarmos preconceitos, inseguranças, até traumas, o velho olha e pensa:
-Será que os animais pensam, não podem pensar dizem na televisão.- mas a pomba olha-me e se?
Os entendidos dizem que o único animal que pensa é o ser humano, e por isso é que fazemos as guerras, porque pensamos sei lá. Mas os animais, não, os animais não pensam, será por isso que só matam para comer, ou então para se defenderem?
Gostava de ser mais parecido com a pomba, gostava que fossemos mais parecidos com as pombas.
A Pomba passeia-se pelo cimento junto á linha, vai e vem, vai e vem; o velho pensa:
-Parece que me seduz, parece que joga comigo, parece uma mulher, olha-me como uma mulher.
O velho tira do saco que carrega na mão esquerda um amendoim e pousa suavemente no chão.
Chegou o comboio.
Da porta, encostado e já a roçar-se noutro homem, -comboio cheio vamos aqui como sardinhas.
Observa três das pombas que esvoaçam minutos antes, a depenicarem o singular amendoim.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Recordas-te...


Em luzes que se reflectem
uma utopia desigual
um sorriso de mentiras.
É assim mais um dia
antecedendo na singela vez
uma noite matizada...
O quão é pequeno o mundo
quiçá um possível universo
quiçá uma quimera louca
um juízo perdido em nós.
E já um poeta o disse...
o que seria do dia
sem a noite!






E que seria da noite
se as estrelas não brilhassem?
E que seria do luar
se a noite adormecesse?
E que seria do dia
se o sol não nos aquecesse a alma?
E que seria do mar
Se o universo naufragasse?
Tudo se completa
tudo se une e tudo se perde!
A vida desvanece em sonhos
nessa união fatal!
E num olhar de mágoa
numa corrida singular
caminham lado a lado
os sentimentos do mar!

29/08/2002

quinta-feira, 25 de março de 2010

Um lugarzinho de controvérsias


Já escondi um amor com medo de perde-lo, porque a vida são subterfúgios e emaranhados de condições! Já perdi um amor por escondê-lo.... mas afinal o que me querem? O que quero eu? Já tive nos meus braços alguém por estar com medo, Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir os meus braços. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, agora... Já me arrependi por isso... Passei noites a chorar sem fôlego para amar o que quer que fosse... Já fui dormir tão feliz,
ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...
Já acreditei em amores perfeitos, com rosas e cavaleiros, com cabanas e luares estrelados...
Descobri que eles não existem...
Amei pessoas que me decepcionaram, assim continuo o caminho...
Decepcionei pessoas que me amaram... e elas ainda se recordam...
Já menti e arrependi-me depois, disse a verdade a seguir mas não foi o suficiente...
E também me arrependi...
Já fingi não dar importância a pessoas que amava, para depois no meu leito negro e frio chorar as lágrimas que trespassaram o coração...
Já chorei de tanto rir...
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, e continuaram a não valer...
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam... mas não perdi muito do que já sabia...
Já tive crises de riso quando não podia... e chorei quando menos esperava!
Já senti muita falta de alguém,
Mas nunca lhe disse...
Já gritei quando deveria sussurrar,
Já me calei quando deveria gritar...
Muitas vezes deixei de dizer o que penso para agradar uns,
Outras vezes disse o que não pensava para magoar outros...
Fingi ser o que não sou para agradar as futilidades alheias, fingi ser o que não sou para desagradar outros...
Contei piadas e mais piadas sem piada, apenas para ver um amigo mais feliz...
Já inventei histórias de contos de fadas com um final feliz para dar esperança a quem precisava...
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Tive medo do escuro, e por surpresa é aonde estou agora, no escuro do meu mais profundo ser! Mas sempre que penso que não mais conseguirei sair dali, do escuro, mais uma surpresa e saio, acendo a luz que me mostra outra vez o caminho!
È aqui que sei o que se vale, já caí inúmeras vezes, pensei que não me iria nunca mais conseguir levantar porque a queda é todos os dias mais dolorosa!
Mas levanto-me! Sim e com a força de quem não vai cair mais... mas caí...
Já liguei para quem não queria, apenas para não ligar para quem realmente queria...
Já corri atrás de um carro, por ele levar alguém que eu amava embora.
Já chamei pela minha mãe a meio da noite porque tive um pesadelo, mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda...
Chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram; mas outras pessoas nunca chamei nada mas essas sim sempre foram e serão especiais para mim...
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero nem quero acertar sempre...
Não me mostrem o que esperam de mim, porque o que eu espero de mim mesma é bem mais importante!
Não me façam ser o que eu não sou, nem me convidem a ser igual, porque sinceramente
sou diferente!...
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão...
Sou eu mesma, eu e a minha certeza de ser um humano em constante mutação!
Amanha só quero uma coisa, ser feliz e fazer feliz quem me acompanhar!

Algo especial...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Winds on the night


Clockwise

I just want to see the blue sky,
Birds flying into the clouds,
The wind taking my hair to nowhere
Playing with my destiny.

Trees talking to each other,
With words that we can not understand.

I just want to be free,
Free as a bird,
Free like the sea,
Flying in the winds of the night.

I must be dreaming,
Listening to strange voices,
Coming from the outside
Empty faces, searching me.
Um clássico que me inspira... Um clássico só nosso...
Um vento que nos abraça e sussurra segredos só nossos...
Vamos juntos construir o vento da nossa memória e ler os passados num livro de páginas viradas! Quero contigo abrir esta capa de folhas brancas e insípidas aonde juntos vamos escrever e dar cor ao que nada se mostra. Vamos escrever com cor de mel e azul do céu, colorir os espaços com sorrisos e gargalhadas sem eco. Vamos preencher estas linhas transparentes sendo assim mesmo... Trasnparentes! Quero ordenar as páginas com numeros de goma e sabor a morango. Assinar as datas com lápis de cera. Quero escrever um prefácio perfeito em pretéritos que não existem, fazer parte de uma introdução resumida do que foi a nossa pequena cabana.
Juntos podemos ser o que as árvores sussurram, o que os ventos limitam e o que os pássaros livres sentem ao voar sobre as clareiras da noite. Sempre que se ouve um Homem falar da sua história, do seu passado ou recordação, lembram-se mortes da terra, vidas a par dos cursos de água e de sentimentos claros momentaneos. Mas sempre que alguém grita a fúria das vontades eu lembro-me da tua força, do tempo que permances-te a fitar os meus passos e aspirações.... Recordo mais uma vez em jeito de frémito perdido, que sou uma alma simples e nua, que me fascinam as simplicidades [se é que me percebem os demagogos]. No horizonte aprecio apenas o que de único e singelo se pode observar, o que apenas as verdades podem comprovar, o que as mentiras não conseguem esconder e que o tempo jamais poderá apagar. Não sei ler o que se torna complexo nem sei ouvir o que se torna exagero... Só quero o que me podem dar e é a isso que se aplicam todos os meus suspiros...
Em resumo das vidas que se passaram quero escrever o típico esperado de uma fábula La Fontaine aonde a moral é apenas o sacerdócio da vida...
Amo-te

segunda-feira, 8 de março de 2010

Al Berto

Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu… como seriam felizes as mulheres
à beira-mar debruçadas para luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos… sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta… dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca do mar ao fundo da rua
assim envelheci… acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no
coração, mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas de que alguma vez me visite a felicidade


sexta-feira, 5 de março de 2010

Mais do que uma música... mais do que uma letra... uma história!

Just Breathe


Yes, I understand that every life must end, uh-huh
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none

Stay with me...
Let's just breathe...

Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me believe

Stay with me
You're all I see...

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me

As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no

Nothing you would take
Everything you gave...

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side...



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ortografia


Mais um dia sem linhas escritas nesta minha vida... Quero tanto perceber que tipo de letra usar neste novo livro, qual o tipo de papel e o género de capa! Nunca percebi muito bem este ponto final, gosto tanto de escrever...
Mas preciso de vírgulas e pontos finais...

A essência das coisas...


Contei os meus anos e descobri que vou ter menos tempo para viver
daqui para frente do que aqueles que já vivi até agora [segundo a média]. Sinto-me como aquela
menina que teve uma tigela de cerejas. As primeiras, ela chupou-
as displicente, mas quando percebeu que faltavam poucas, até roeu o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Não tolero gabarolices. Inquieto-me com invejosos que tentam destruir
quem eles admiram, cobiçando os seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projectos megalómanos. Não participarei em conferências que estabelecem prazos fixos para
reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos
de um fim de semana com a proposta de abalar o milénio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio a correr veloz ente em reuniões de "confrontação", onde "tiramos factos a limpo". Detesto fazer acareação de desafectos que lutaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". O meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos. Quero a essência, a minha alma tem pressa... Sem muitas cerejas na tijela, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir dos seus tropeções, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge da sua
mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do Bem. Caminhar perto de coisas e pessoas verdadeiras, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.