segunda-feira, 29 de março de 2010

Recordas-te...


Em luzes que se reflectem
uma utopia desigual
um sorriso de mentiras.
É assim mais um dia
antecedendo na singela vez
uma noite matizada...
O quão é pequeno o mundo
quiçá um possível universo
quiçá uma quimera louca
um juízo perdido em nós.
E já um poeta o disse...
o que seria do dia
sem a noite!






E que seria da noite
se as estrelas não brilhassem?
E que seria do luar
se a noite adormecesse?
E que seria do dia
se o sol não nos aquecesse a alma?
E que seria do mar
Se o universo naufragasse?
Tudo se completa
tudo se une e tudo se perde!
A vida desvanece em sonhos
nessa união fatal!
E num olhar de mágoa
numa corrida singular
caminham lado a lado
os sentimentos do mar!

29/08/2002

quinta-feira, 25 de março de 2010

Um lugarzinho de controvérsias


Já escondi um amor com medo de perde-lo, porque a vida são subterfúgios e emaranhados de condições! Já perdi um amor por escondê-lo.... mas afinal o que me querem? O que quero eu? Já tive nos meus braços alguém por estar com medo, Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir os meus braços. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, agora... Já me arrependi por isso... Passei noites a chorar sem fôlego para amar o que quer que fosse... Já fui dormir tão feliz,
ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...
Já acreditei em amores perfeitos, com rosas e cavaleiros, com cabanas e luares estrelados...
Descobri que eles não existem...
Amei pessoas que me decepcionaram, assim continuo o caminho...
Decepcionei pessoas que me amaram... e elas ainda se recordam...
Já menti e arrependi-me depois, disse a verdade a seguir mas não foi o suficiente...
E também me arrependi...
Já fingi não dar importância a pessoas que amava, para depois no meu leito negro e frio chorar as lágrimas que trespassaram o coração...
Já chorei de tanto rir...
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, e continuaram a não valer...
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam... mas não perdi muito do que já sabia...
Já tive crises de riso quando não podia... e chorei quando menos esperava!
Já senti muita falta de alguém,
Mas nunca lhe disse...
Já gritei quando deveria sussurrar,
Já me calei quando deveria gritar...
Muitas vezes deixei de dizer o que penso para agradar uns,
Outras vezes disse o que não pensava para magoar outros...
Fingi ser o que não sou para agradar as futilidades alheias, fingi ser o que não sou para desagradar outros...
Contei piadas e mais piadas sem piada, apenas para ver um amigo mais feliz...
Já inventei histórias de contos de fadas com um final feliz para dar esperança a quem precisava...
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Tive medo do escuro, e por surpresa é aonde estou agora, no escuro do meu mais profundo ser! Mas sempre que penso que não mais conseguirei sair dali, do escuro, mais uma surpresa e saio, acendo a luz que me mostra outra vez o caminho!
È aqui que sei o que se vale, já caí inúmeras vezes, pensei que não me iria nunca mais conseguir levantar porque a queda é todos os dias mais dolorosa!
Mas levanto-me! Sim e com a força de quem não vai cair mais... mas caí...
Já liguei para quem não queria, apenas para não ligar para quem realmente queria...
Já corri atrás de um carro, por ele levar alguém que eu amava embora.
Já chamei pela minha mãe a meio da noite porque tive um pesadelo, mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda...
Chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram; mas outras pessoas nunca chamei nada mas essas sim sempre foram e serão especiais para mim...
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero nem quero acertar sempre...
Não me mostrem o que esperam de mim, porque o que eu espero de mim mesma é bem mais importante!
Não me façam ser o que eu não sou, nem me convidem a ser igual, porque sinceramente
sou diferente!...
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão...
Sou eu mesma, eu e a minha certeza de ser um humano em constante mutação!
Amanha só quero uma coisa, ser feliz e fazer feliz quem me acompanhar!

Algo especial...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Winds on the night


Clockwise

I just want to see the blue sky,
Birds flying into the clouds,
The wind taking my hair to nowhere
Playing with my destiny.

Trees talking to each other,
With words that we can not understand.

I just want to be free,
Free as a bird,
Free like the sea,
Flying in the winds of the night.

I must be dreaming,
Listening to strange voices,
Coming from the outside
Empty faces, searching me.
Um clássico que me inspira... Um clássico só nosso...
Um vento que nos abraça e sussurra segredos só nossos...
Vamos juntos construir o vento da nossa memória e ler os passados num livro de páginas viradas! Quero contigo abrir esta capa de folhas brancas e insípidas aonde juntos vamos escrever e dar cor ao que nada se mostra. Vamos escrever com cor de mel e azul do céu, colorir os espaços com sorrisos e gargalhadas sem eco. Vamos preencher estas linhas transparentes sendo assim mesmo... Trasnparentes! Quero ordenar as páginas com numeros de goma e sabor a morango. Assinar as datas com lápis de cera. Quero escrever um prefácio perfeito em pretéritos que não existem, fazer parte de uma introdução resumida do que foi a nossa pequena cabana.
Juntos podemos ser o que as árvores sussurram, o que os ventos limitam e o que os pássaros livres sentem ao voar sobre as clareiras da noite. Sempre que se ouve um Homem falar da sua história, do seu passado ou recordação, lembram-se mortes da terra, vidas a par dos cursos de água e de sentimentos claros momentaneos. Mas sempre que alguém grita a fúria das vontades eu lembro-me da tua força, do tempo que permances-te a fitar os meus passos e aspirações.... Recordo mais uma vez em jeito de frémito perdido, que sou uma alma simples e nua, que me fascinam as simplicidades [se é que me percebem os demagogos]. No horizonte aprecio apenas o que de único e singelo se pode observar, o que apenas as verdades podem comprovar, o que as mentiras não conseguem esconder e que o tempo jamais poderá apagar. Não sei ler o que se torna complexo nem sei ouvir o que se torna exagero... Só quero o que me podem dar e é a isso que se aplicam todos os meus suspiros...
Em resumo das vidas que se passaram quero escrever o típico esperado de uma fábula La Fontaine aonde a moral é apenas o sacerdócio da vida...
Amo-te

segunda-feira, 8 de março de 2010

Al Berto

Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu… como seriam felizes as mulheres
à beira-mar debruçadas para luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos… sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta… dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca do mar ao fundo da rua
assim envelheci… acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no
coração, mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas de que alguma vez me visite a felicidade


sexta-feira, 5 de março de 2010

Mais do que uma música... mais do que uma letra... uma história!

Just Breathe


Yes, I understand that every life must end, uh-huh
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none

Stay with me...
Let's just breathe...

Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me believe

Stay with me
You're all I see...

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me

As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no

Nothing you would take
Everything you gave...

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side...