quarta-feira, 30 de junho de 2010

O meu jardim!



Um dia quando tudo for passado e der conta de que já não respiro nem consigo sorrir... Vou perguntar-me pelas minhas coisas, as minhas roupas, o meu dinheiro? Isso pertenceu à terra…
E as minhas recordações? Nunca me pertenceram, eram do tempo……
E os meus talentos? Esses nunca me pertenceram… Eram das circunstâncias...
E os meus amigos, os meus familiares? Eles nunca me pertenceram, eram do caminho...
E a minha mãe? Nunca me pertenceu, era do coração....
E o meu corpo? Não... Esse nunca me pertenceu, era propriedade da terra...
Então, e a minha alma? Ela nunca me pertenceu… era do Universo....
Então ai eu vou questionar... Afinal nunca tive nada... na verdade nada foi meu...
Mas estarei a esquecer-me de algo muito importante que faz a vida valer a pena...
Os meus momentos... Foram só meus e é por eles que continuo a lutar!
A vida é só um momento… Um momento todo meu.
Desfruto-o na sua totalidade….
Por isso quero sorrir e chorar com vontade, ver os pequenos gestos como grandes sorrisos de histórias inacabadas. Quero ver florir o jardim que eu mesma cultivei e ser feliz!

Gosto de ser assim!


Gosto de recordar as coisas boas do passado. Gosto de ver fotografias. Gosto de falar. Gosto de sentir o vento forte na cara. Gosto de caminhar à beira mar. Gosto de sentir o cheiro da minha mãe. Gosto de viajar. Gosto de rir. Gosto de óculos de sol. Gosto de patés. Gosto de Música. Gosto de peluches. Gosto de palhaços. Gosto de rebuçados de mentol. Gosto de recordar desenhos animados antigos. Gosto de ver o tom sawyer. Gosto de Manhãs de Outono. Gosto de vestidos. Gosto do Porto. Gosto do pôr-do-sol. Gosto de brincos de princesa. Gosto do cheiro a terra molhada das primeiras chuvas. Gosto de Pearl Jam e Nirvana. Gosto da cultura dos Kelly Family. Gosto de adormecer no sofá. Gosto que me segredem coisas aos ouvidos. Gosto de meditar na praia quando não está lá ninguém. Gosto de scones quentinhos com geleia. Gosto de colares grandes. Gosto de rosa. Gosto de café. Gosto de dar as mãos. Gosto de dançar à chuva. Gosto de pulseiras de pé. Gosto de conhecer muita gente. Gosto de encontrar amigos especiais em sítios inesperados. Gosto de saídas não programadas. Gosto de abraços que não estou à espera. Gosto de chá numa tarde fria de inverno. gosto de beijos à chuva. Gosto de vozes roucas. Gosto de fingir que não vejo pessoas com quem não quero falar. Gosto de perguntar “onde é que vamos jantar hoje?”. Gosto de ti. Gosto do cheirinho a pão torrado. Gosto de ser acordada com beijinhos. Gosto de me sentar na relva. Gosto de me deitar na neve e rolar. Gosto de ver filmes à lareira a beber vinho do porto. Gosto de abraçar a minha mãe com muita força. Gosto de ouvir o som dos búzios. Gosto de sumo de maracujá. Gosto de conduzir a altas velocidades. Gosto de motas. Gosto da cor preta. Gosto do cheiro do manjerico. Gosto de escrever. Gosto de nadar. Gosto de aprender. Gosto rebolar na relva. Gosto de cães. Gosto de crianças. Gosto de ser surpreendida. Gosto de dar presentes. Gosto ver a minha mãe sorrir. Gosto de ouvir anedotas. Gosto de...

Não se pode recordar!!!


Melhores dias de verão! Sempre com a alegria que se quer e com a vida que se tem. Ontem fui à praia, hoje não me apeteceu amanha devo ter que fazer. È sempre assim, escolhas e preserveranças que se fazem acompanhar de outros pensamentos malignos. Mas o que se quer á a boa disposição que me é característica, a boa vida que me dou ao trabalho de cultivar, que se fodam as tristezas, quando me dou ao mau humor e me dedico a lemechíces é quando todos se riem e vão sair em união. Mas quando sorrio e grito parvoíces e baboseiras todos querem a minha companhia. afinal eu não sou egoísta, o mundo é que fomenta no mais próximo de mim e assim somos todos egoístas e parvos, sem atrevimentos ao sofrimento!
Não se pode sofrer, porque quanto mais se sofre mais nos querem magoar, mais nos querem por de parte, porque só os sorrisos e piadas de demência são bem aceites e agradecidas. Então se eu começar a não fazer sentido é porque de facto não deveria fazê-lo!
Como alguém já o disse...

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Isto será então um contra censo, porque se não sofrermos pelas lembranças então não nos vamos recordar.
Mas é isso mesmo, não quero não posso e não vou prender-me a um passado. Passado que me deu coisas boas, emoções únicas e uma mágoa que mata quando se sente. Vamos cantar e beber, viver o que o presente tem para nos dar e o que o futuro nos reserva. Ser felizes e insanes ao som daquilo que ninguém mais pode ouvir, o bater do coração quando algo de bom nos acontece, algo de bom que nos é dado muitas vezes por quem menos se espera. Muitas vezes a vida é dada por quem nada nos deve por que nada teme e apenas vive.



terça-feira, 29 de junho de 2010

Boi com parafusos...


Era uma vez um Ronaldo... Que vivia num lindo carrocel... tinha as orelhas furadas... E a cabeça era feita de papel! A galope trá lá lá... Sem marcar tra la la!
Filho da $%&# nunca sai do seu lugar trá lá lá!!!

sábado, 26 de junho de 2010

Sin Miedo a Nada


Me muero por suplicarte que no te vayas, mi vida,
me muero por escucharte decir las cosas que nunca digas,
más me callo y te marchas,
mantengo la esperanza
de ser capaz algún día
de no esconder las heridas
que me duelen al pensar que te voy queriendo cada día un poco más
¿Cuanto tiempo vamos a esperar?

Me muero por abrazarte y que me abraces tan fuerte,
me muero por divertirte y que me beses cuando despierte
acomodado en tu pecho, hasta que el sol aparezca.
Me voy perdiendo en tu aroma,
me voy perdiendo en tus labios que se acercan
susurrando palabras que llegan a este pobre corazón,
voy sintiendo el fuego en mi interior.

Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
y vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada día
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.

Me muero por explicarte lo que pasa por mi mente,
me muero por intrigarte y seguir siendo capaz de sorprenderte,
sentir cada día ese flechazo al verte,
¿Qué más dará lo que digan?¿Qué más dará lo que piensen?
Si estoy loco es cosa mía
y ahora vuelvo a mirar el mundo a mi favor,
vuelvo a ver brillar la luz del sol.

Me muero por conocerte, saber qué es lo que piensas,
abrir todas tus puertas
vencer esas tormentas que nos quieran abatir,
centrar en tus ojos mi mirada,
cantar contigo al alba
besarnos hasta desgastarnos nuestros labios
y ver en tu rostro cada día
crecer esa semilla
crear, soñar, dejar todo surgir,
aparcando el miedo a sufrir.



Alex Ubago

Amiga mia...


ojalá pudiera mandar en el alma o en la libertad,
que es lo que a el le hace falta;
llenarte los bolsillos de guerras ganadas,
de sueños e ilusiones renovadas.
yo quiero regalarte una poesía;

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Live... grrrrrrrrrrr

"They Stood Up For Love"

naked lovers feel the blood beneath their veins
electric nerves communicate
with tiny explosions through our brains
who is this energy that never left or came?
give rise to passion the only glory
of this human story

I give my heart and soul to the one

we spend all of our lives goin' out of our minds
looking back to our birth, forward to our demise
even scientists say, everything is just light
not created, destroyed but eternally bright
masters in everytime lord in everyplace
those who stood up for love down in spite of the hate
in spite of the hate

who put the flower in the barrel of that gun?
who lit the candle that started the fire,
burnt down the fortress, the throne?
who could house all the refugees in a single shack
or a lowly bungalow?
who lives in a different dimension, free from the
struggles we know?

I give my heart and soul to the one

we spend all of our lives goin' out of our minds
looking back to our birth, forward to our demise
even scientists say, everything is just light
not created, destroyed but eternally bright
masters in everytime lord in everyplace
those who stood up for love down in spite of the hate
we spend all of our lives goin' out of our minds
they live in the light

we made it to the moon
but we can't make it home
waitin' on a rescue that never comes
made it to the moon
but we can't make it home
maybe home is where the heart is given up
to the one
to the one

we spend all of our lives goin' out of our minds
lookin' back to our birth, forward to our demise
we spend all of our lives goin' out of our minds
they live, they

they stood up for love
stood up for love
stood up for love
they stood up for love
stood up for love
stood up for love

we spend all of our lives goin' out of our minds
masters in everytime
we spend all of our lives goin' out of our minds
stood up for love

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Fáceis


Fases más que com o tempo pioram!!! God, quem me dera ter o poder de fazer um reset a tudo o que não fiz! Já não sei muito bem quem quero ser nem aonde quero estar. Sou tão estranha? Alguém me percebe? Preciso de ajuda para me entender no meio de toda esta confusão!!! Esta macedónia de sentimentos parvos que se entrelaçam entre mim e eu mesma! Ontem senti-me sozinha, mesmo sozinha, não me apetece falar com ninguém, não confio nem em mim mesma! Se pudesse escolher um animal para me transformar, queria ser um kuala para passar os dias em cima de uma árvore a observar o mundo a correr diante de mim.
Quando recordo os contos de fadas que me leram em criança, em nenhum deles encontro aquilo que sinto! Tudo me parece tão perfeito que tão azul e brilhante!
Sentimentos são... fáceis de mudar...

O que se procura...


Perdida aqui nos meus pequenos refúgios, depois de uma batalha inacabada, aqui estou eu. Sou um pequeno rebento de flor que salta de folha em folha e procura apenas aquilo que nunca encontra! Alguém me disse hoje que eu sou mais do que eu mesma quero parecer! Mas sem me convencer acho que acreditei que devia ficar assim mesmo, aqui sem me mexer, sem dar às aves os meus olhos a beber! Mas o meu espírito quer voar e conhecer, mas não posso! Tenho de aterrar e de crescer, tenho de mostrar que sou “normal”, de dar aos outros o que eles querem ver, tenho de ter no banco uma boa quantia para ser um bom partido! Mas que raio de princípios estranhos que nos dão conta da alma! Na etiologia das coisas eu posso dizer que me perco entre mil e um sonhos, sonhei voar mas não sou pára-quedista, sonhei cantar mas só a melodia dos meus sentidos faz sentido, sonhei ser mãe mas atrasei os meus limites, sonhei ser um dia uma viajante eterna do mundo e fotografar cada resquício perdido dos olhos de uma criança num outro lado da terra, mas não pude porque me acabou o rolo da máquina intemporal! Sonhei ser quem aspirei mas não me deixaram porque seria um eterno adolescente! Tudo parece negativo e constrangedor mas de facto não o é! Conheci uma folha aqui, virei outra ali! Algumas linhas desta vida marcaram um capítulo deste percurso, a tua, a minha, a nossa, a que foi de um desconhecido! Nunca soube as razões nunca percebi os motivos mas as coisas que se aprendem com as palavras, tiram o sentido ao que se chamam sentimentos! Se calhar nunca vou voltar a ser o que fui, se calhar perdi até o que de melhor tinha em mim, mas vale sempre a pena ter algo novo que nos dá novos rumos, valores e sentidos cheios de sentido!!! São estes exageros e paradoxos que me deixam feliz a olhar para cada linha que escrevo! Desculpem-me todos os que não sabem do que falo, aqueles que me chamarão insana e delinquente mas de delinquência percebo eu! Não posso crer que alguém partilhe esta parva prosa comigo mas posso acidentalmente esbarrar-me com um louco que se queira rir e deliciar com estas linhas sem sentido mas que tanto são para mim!

Preciso mesmo de falar, gritar e chorar mas já tentei e não consigo! Preciso de um ombro que não saiba, não julgue, não pense, apenas ouça e abrace, mas não há, não existe porque as pessoas são isto…

Um amontoado nojento de valores e merdas que não se sentem mas querem-se vistas e mostradas aos olhos de quem é bonzinho!!! Acredito que cada arrepio que sinto, cada letra que grito sejam agulhas nos ouvidos de ninguém mas eu só queria isso…

Um ombro que não julga!

Carpediem

sábado, 12 de junho de 2010

Um sábado no Porto

Na estação de S. Bento (muito romântica e propicia a estes devaneios), sentado à espera do comboio um velho olha as pombas: no final de vida é normal os velhos olharem os pássaros, os cães, os gatos…a primavera, o inverno.
No fim de vida é normal ultrapassarmos preconceitos, inseguranças, até traumas, o velho olha e pensa:
-Será que os animais pensam, não podem pensar dizem na televisão.- mas a pomba olha-me e se?
Os entendidos dizem que o único animal que pensa é o ser humano, e por isso é que fazemos as guerras, porque pensamos sei lá. Mas os animais, não, os animais não pensam, será por isso que só matam para comer, ou então para se defenderem?
Gostava de ser mais parecido com a pomba, gostava que fossemos mais parecidos com as pombas.
A Pomba passeia-se pelo cimento junto á linha, vai e vem, vai e vem; o velho pensa:
-Parece que me seduz, parece que joga comigo, parece uma mulher, olha-me como uma mulher.
O velho tira do saco que carrega na mão esquerda um amendoim e pousa suavemente no chão.
Chegou o comboio.
Da porta, encostado e já a roçar-se noutro homem, -comboio cheio vamos aqui como sardinhas.
Observa três das pombas que esvoaçam minutos antes, a depenicarem o singular amendoim.