segunda-feira, 18 de abril de 2011

"Hello World"

Traffic crawls, cell phone calls
Talk radio screams at me
Through my tinted window I see
A little girl, rust red minivan
She's got chocolate on her face
Got little hands, and she waves at me
Yeah, she smiles at me

Hello world
How've you been?
Good to see you, my old friend
Sometimes I feel cold as steel
Broken like I'm never gonna heal
I see a light, a little hope
In a little girl
Hello world

Every day I drive by
A little white church
It's got these little white crosses
Like angels in the yard
Maybe I should stop on in
Say a prayer
Maybe talk to God
Like he is there
Oh I know he is there
Yeah, I know he's there

Hello world
How've you been?
Good to see you, my old friend
Sometimes I feel as cold as steel
And broken like I'm never going to heal
I see a light
A little grace, a little faith unfurled
Hello world

Sometimes I forget what living's for
And I hear my life through my front door
And I'll be there
Oh I'm home again
I see my wife, my little boy, little girl
Hello world
Hello world

All the empty disappears
I remember why I'm here
Just surrender and believe
I fall down on my knees
Oh hello world
Hello world
Hello world

LADY ANTEBELLUM

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Deixo aqui um desafio...

As coisas mais simples de que se pode gostar são as que menos significado lhes damos mas as que mais arrepios nos podem provocar.
Enterrar a mão numa bacia de feijões, fazer bolas de pastilha elástica e rebentá-las, receber beijos no nariz, gritar no cimo de um monte e ouvir o eco, molhar os pés na água do mar mesmo quando está frio, sentir o vento na cara ao andar de mota, acelerar a fundo quando estamos com raiva, lamber o prato do gelado, cheirar a roupa da mamã, tomar banho depois de uma corrida, acordar com o sol a bater na cara, receber um exame com nota positiva... Deixo aqui o desafio a todos, deixem comentários com aquelas coisas parvas que nos dão prazer fazer! Vá lá não se acanhem:) Fico à espera...

咆哮的一個女孩受傷

Nem bem nem mal, péssima!
Este meu cantinho deixa-me descansar, gritar quando me magoam, chorar quando me apetece.
Tudo se resolve, menos as mágoas que abrem lanhos fundos na carne, nunca fecham, nunca deixam de sangrar... Passados, presentes e coisas...
È impressionante como somos tão frágeis, como uma luz que entra sem ser convidada nos pode queimar como fogo mesmo quando temos tudo para nos proteger.
Quantas crianças choram, caem sem ter o que comer, morrem sem ter o que viver. Quantas tribos da metrópole se escondem do mundo porque se vestem de cinzento. Rostos queimados do frio, mãos gretadas do tempo, lábios brancos da fome, com cheiros de fumo de fogueiras mal acesas. Olhos verdes de águas caídas, luzes trémulas que penetram as vidraças do lado de fora das montras habitadas. No Natal fico triste por não ter pai mas tenho mãe e casa e roupa e carro e amigos e doces com fartura exagerada, mimo de quem me ama e luzes por cima do meu pinheirinho que custou o valor de 50 refeições quentes. Mas o menino que vive ali na esquina está triste porque em vez de receber um Porche recebeu só uma Wii. O pior de tudo isto é que o mais alegre dos meninos vive na rua mais abaixo naquelas barracas, e é ele que está feliz porque este natal recebeu muitos beijos e abraços do pai que passa os dias a trabalhar nas obras e nos biscates para poder pagar os tratamentos da filhota mais nova que é autista e não tem apoios do estado. È este menino que dá valor a este dia porque pode estar com os pais e cheirar o leite creme quentinho a sair da panela de ferro fundido. E o senhor que vive no largo da feira está tão feliz porque é natal e vão oferecer na junta de freguesia uma ceia para os sem abrigo...
Enfim, tantas realidades paralelas, que se passam na mesma rua mas não se tocam.