quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A caminho do chão

Perdida aqui nos meus pequenos refúgios, depois de uma batalha inacabada, aqui estou eu. Sou um pequeno rebento de flor que salta de folha em folha e procura apenas aquilo que nunca encontra! Alguém me disse hoje que eu sou mais do que eu mesma quero parecer! Mas sem me convencer acho que acreditei que devia ficar assim mesmo, aqui sem me mexer, sem dar às aves os meus olhos a beber! Mas o meu espírito quer voar e conhecer, mas não posso! Tenho de aterrar e de crescer, tenho de mostrar que sou “normal”, de dar aos outros o que eles querem ver, tenho de ter no banco uma boa quantia para ser um bom partido! Mas que raio de princípios estranhos que nos dão conta da alma! Na etiologia das coisas eu posso dizer que me perco entre mil e um sonhos, sonhei voar mas não sou pára-quedista, sonhei cantar mas só a melodia dos meus sentidos faz sentido, sonhei ser mãe mas atrasei os meus limites, sonhei ser um dia uma viajante eterna do mundo e fotografar cada resquício perdido dos olhos de uma criança num outro lado da terra, mas não pude porque me acabou o rolo da máquina intemporal! Sonhei ser quem aspirei mas não me deixaram porque seria um eterno adolescente! Tudo parece negativo e constrangedor mas de facto não o é! Conheci uma folha aqui, virei outra ali! Algumas linhas desta vida marcaram um capítulo deste percurso, a tua, a minha, a nossa, a que foi de um desconhecido! Nunca soube as razões nunca percebi os motivos mas as coisas que se aprendem com as palavras, tiram o sentido ao que se chamam sentimentos! Se calhar nunca vou voltar a ser o que fui, se calhar perdi até o que de melhor tinha em mim, mas vale sempre a pena ter algo novo que nos dá novos rumos, valores e sentidos cheios de sentido!!! São estes exageros e paradoxos que me deixam feliz a olhar para cada linha que escrevo! Desculpem-me todos os que não sabem do que falo, aqueles que me chamarão insana e delinquente mas de delinquência percebo eu! Não posso crer que alguém partilhe esta parva prosa comigo mas posso acidentalmente esbarrar-me com um louco que se queira rir e deliciar com estas linhas sem sentido mas que tanto são para mim! Preciso mesmo de falar, gritar e chorar mas já tentei e não consigo! Preciso de um ombro que não saiba, não julgue, não pense, apenas ouça e abrace, mas não há, não existe porque as pessoas são isto… Um amontoado nojento de valores e merdas que não se sentem mas querem-se vistas e mostradas aos olhos de quem é bonzinho!!! Acredito que cada arrepio que sinto, cada letra que grito sejam agulhas nos ouvidos de ninguém mas eu só queria isso… Um ombro que não julga! Carpediem