quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Johnny Cash para sua esposa June pelos 65 anos de amor...


"Ficamos velhos e nos acostumamos um com o outro. Pensamos coisas parecidas. Lemos a mente um do outro. Sabemos o que o outro quer sem perguntar. Às vezes, nos irritamos um pouco. Às vezes, não nos damos importância. Mas, de vez em quando, como hoje, eu medito e percebo o quão sortudo sou por compartilhar minha vida com a mulher mais incrível que conheci. Você ainda me fascina e me inspira. Você me influencia para melhor. Você é o objecto do meu desejo e a razão número um para minha existência. Te amo muito. Feliz aniversário, princesa."
O que se sente...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Passados

Divergência inútil que atravessa o meu seio coberto de sangue falso.
És tu quem apoquenta o juízo nas horas tórridas de sexo monótono
És tu quem me deixa atordoada nos minutos de lisonjeio em que passo a mão na anca sentindo toda a curva intocável de meu corpo.
Vem junta-te a mim neste manjar dos deuses que é o amor cego e inegável.
Sente a fúria do meu instinto perdido no teu cheiro, e percorre o meu cheiro com o ouvido junto à minha pele.
Amor incógnito, que te sinto
Que te sinto mais que nunca inquebrável pela dor ou o odor da distancia
Amor que te nego mas não consigo por um travão quando queres seguir
Em frente
Não sei em que alma habitas mas sinto-te correr no sangue como se de um furacão se tratasse.
E de repente na hora triste em que atravesso a chuva fria, tu surges como uma sombra ambígua.
Quero tocar-te mas não consigo porque estás dentro, dentro de mim, no meu puro desejo de te possuir.
Amor ardente, que me consome todos os dias da minha vida
Vem junta-te a mim neste ritual meu.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Fantástico o Ser

Todos com as suas lágrimas escondidas.
Foi noite de descoberta, entre copos a mais, e muita fartura na mesa, todos deixaram descortinar os seus anseios, a mesa farta não pode esconder a fome no coração, a fome de esperança, a necessidade de oportunidades iguais, a insegurança de quem foi muito pouco amado.
A namorada do Paulo esteve cá em casa, deixou escapar ao fim de umas taças de champanhe, que na noite de natal, o avô dele expulsou-o de casa, partiu-me o coração...
E de repente percebi, não sou a única a chorar sozinha a mágoa de saber o futuro negro, uns porque o conhecem outros porque passam por ele, mas todos os meus amigos acabam por estar a passar o mesmo mau bocado que eu, e se calhar não só eles mas toda uma geração de mortos vivos à procura de uma sorte.
Partilhamos muito, muito mais que muitos grupos urbanos, mas não conseguimos ainda partilhar os nossos maiores medos e as nossas desgraças provavelmente apenas porque não vale a pena, a nossa particularidade é essa, o sublime de estar por estar sem dizer palavra, ou então passar noites inteiras a cantar e chorar sem ter necessidade de falar, mesmo assim depois disto consigo finalmente dar nome ao que senti no momento da revelação que afinal os meus amigos tão próximos de mim sofrem como eu e muitas vezes desejam a morte, senti-me uma egoísta vulgar.
No fim de contas é isto que nos une tão arduamente o mesmo ímpeto de morte, a coragem de ter muito medo de continuar e permanecer no trilho do caminho em busca de um mundo melhor, o nosso mundo.

domingo, 28 de junho de 2015

Voracitate

chegam-me às mãos as tulipas brancas
como um universo inflamado
de bocas e ombros tácitos
quando não ouço nenhum mar ocultar-se
na desenvoltura dos dedos
digo-te: é preciso um candeeiro nesta
rua iminente.
não há nevoeiro mais tardio a sobrevoar
o sereno amanhecer das algas,
o sentimento de ti começa na cegueira
das palavras previsíveis
e vai descendo a silente claridade
dos túmulos.

chegam-me às mãos as cidades necessárias
magras como cães de língua acesa.
digo-te: quero apenas o silêncio,
o fumo breve da inocência a trespassar-me
a avidez da sombra.

By: Cláudia Ferreira

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Não sei reproduzir o som das lágrimas...

O meu ser já não é ser porque me tiraste a última réstia de vida que nele existia. Eu costumava imaginar-te sem asas nem vultos, sem nenhuma cruel vontade de me abraçar. Eu sabia no fundo que assim era a tua sensatez, e falta de cor! As vontades já não se repetiam mas o desejo ainda queimava. Comprei uma faca bem afiada para esperar ao teu lado pelo momento, como se fosse uma «Julieta de jeans» sem qualquer pureza de alma!Senti arrepios a noite toda, quando no horizonte se podiam ver ondas de calor...Já não era tarde, já não havia tempo! Foi mesmo assim, de uma vez só...Descobri que afinal eras mau, que magoavas... que picavas sem ter veneno,mas que sem ter veneno me deste a picada mortal...porque quando acabar... vamos ser felizes os dois!Lá longe, aonde nem as luzes do arco-íris conseguem chegar! Mas ainda te amo porque te odeio!

Flores as cores da minha alma!

Bom dia flores que ainda não nasceram, estou já a felicitar-vos, talvez consiga acelerar a vossa vinda ao meu mundo que se esta a desmoronar sem vós. Quero escrever tão rápido como uma máquina que se auto-descreve como uma forma de protesto para os que nos subestimam. É isso que me assombra, uma máquina que escreve sem mim, são os meus dedos que o fazem, não sou porque eu não ando cá há já algum tempo. Lá estou eu a escrever coisas sem sentido! Não consigo é mais forte que eu, falar e sonhar alto são os meus pontos fortes.
Menina onde andas tu que não me contemplas com as tuas frases delírios fazendo-me relembrar a «Florbela», e que me beijas com esses lábios rosados sem nem sequer te dignares a escrever-me uma palavra que seja! Aonde estás tu que já não me falas e prosa nem versejas umas banalidades estranhas e surreais.
As flores? Quero as flores, cresçam por favor minhas amigas, as rosas ou gerberas, as tulipas e sardinheiras, os jarros e os mal-me-queres, as papoilas e os brincos de princesa...

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Vamos mudar o mundo? Ou o mundo mudar-nos a nós?

Já ouviram falar de um filme com o puto do outro filme: I SEE DEATH PEOPLE; em que o puto na escola encara um trabalho super fácil como a verdadeira tarefa de uma vida?
O rapaz tem de fazer três actos por alguém e depois salvo erro descrever essas coisas boas à professora como se fosse uma apresentação oral.
O que é certo é que ele com todos os seus problemas pessoais acaba por levar aquilo tão a sério que leva um pedinte para casa da mãe, e mais coisas que não me lembro.
Sinto-me como essa criança, tudo o que fazemos é tão importante, cada acto, cada palavra, cada gesto influencia tantos seres humanos, tantos problemas, porque nos tentamos justificar, porque nos tentamos corrigir, porque aprendemos.
O verdadeiro dom do ser humano não é ser trabalhador, não é ser esforçado, não é ser boa pessoa, o verdadeiro dom do ser humano é saber integrar-se neste mundo sabendo amar todas as pessoas e a natureza e tentando sempre perceber os outros e ajuda-los que na verdade é o que fazemos sempre, todos nós fazemos isso protegemos-nos protegendo quem nos ama. Mesmo quando estamos em combustão emocional.
Amo-te tanto tanto. Mas amo-me mais a mim e por linhas travessas vamos construindo o mundo fazendo um mundo melhor.
Sem exercermos pressões vamos ter o melhor Natal das nossas vidas, melhor apenas porque esquecemos os outros natais, porque à medida que se cresce construímos expectativas maiores, porque a idade por muito que não queiramos faz de nós pessoas diferentes.
E é de facto importante que algumas pessoas nos ponham travões, aquelas que se preocupam connosco, pelo menos quando estamos com o fogo na alma!
Vou comer choco frito!