terça-feira, 28 de julho de 2015

Passados

Divergência inútil que atravessa o meu seio coberto de sangue falso.
És tu quem apoquenta o juízo nas horas tórridas de sexo monótono
És tu quem me deixa atordoada nos minutos de lisonjeio em que passo a mão na anca sentindo toda a curva intocável de meu corpo.
Vem junta-te a mim neste manjar dos deuses que é o amor cego e inegável.
Sente a fúria do meu instinto perdido no teu cheiro, e percorre o meu cheiro com o ouvido junto à minha pele.
Amor incógnito, que te sinto
Que te sinto mais que nunca inquebrável pela dor ou o odor da distancia
Amor que te nego mas não consigo por um travão quando queres seguir
Em frente
Não sei em que alma habitas mas sinto-te correr no sangue como se de um furacão se tratasse.
E de repente na hora triste em que atravesso a chuva fria, tu surges como uma sombra ambígua.
Quero tocar-te mas não consigo porque estás dentro, dentro de mim, no meu puro desejo de te possuir.
Amor ardente, que me consome todos os dias da minha vida
Vem junta-te a mim neste ritual meu.


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