sábado, 21 de outubro de 2017

Sem sentimento...

O que sinto... um vazio... tão sem sentimento... Sinto que um abraço mais apertado e eu vou-me apaixonar! O vazio que sinto é escuro e frio, não consigo sentir nada... quero sentir, quer amar, quer sorrir e ter borboletas na barriga! Mas não tenho, não sinto...
Nem a noite aflora o que de bom há em mim...

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Ele é lindo
Ele é sóbrio
E desce sobre as nuvens
Inócuo e encerrado
Quando elas se abrem, cai
Mas continua lindo
Só eu continuo
Aqui sozinha sem nuvens
Sozinha sem alcool
As nuvens que me assolam são fumo
Os sentimentos, esses...
Ele é feio 
Ele é embriegues amada
E sobe sob os vales
Mas de formas encerradas
E de noites mal passadas
Só eu continuo
Aqui rodeada de «amigos»
Mas as lágrimas cairam
Já não sou eu
Já não são eles
È o mundo e um cigarro!

Carpekurtdiem

!

Toco mas não sinto nada
Falo mas não ouço
Vejo mas não falo
Todos os sentidos deixaram de o ter
Todos os sentimentos deixaram de o ser
Tudo o que fazia sentido
Tudo o que era palpável
Já não o é
Mas a vida continua
E a noite prolongou-se
Os sonhos feitos em pesadelos 
E as horas em séculos
Já não há coragem
Nem se ouvem os trovões
Fugiram os carros das ruas
E a alegria dos corações.

Carpekurtdiem

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Agressão

Um verde que escurece
Uma Lua por nascer
Gotas que escorrem 
Por entre a folhagem negra
Em fronte a um universo perdido
Sob a estrela gelada
No glaciar derretido
Na face da madrugada!
Madrugada essa que me traz
Imagens da tua cara deslavada 
Escorrida por pena insane 
e sensatez nunca encontrada!
Não chores mais meu anjo
Não cries asas nesta dor
Não ouças a razão da espada
Não me batas nem com a flor!
Pára de me espancar e sorri
Pára de me magoar delirante
Para já passado bem distante.
Eu sorrio só para ti
Guardo a lua para te dar
Guardo a luz que te ofusca 
Guardo a vida para te amar!

Carpekurtdiem

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Wilder mind

Se souber onde por os pés já me dou por feliz... Choro e grito em tom abafado... Nem consigo respirar! Fazemos amor ou algo do género... E vou chorar para o sofá! Nem reparaste nisso! Mas que importa? Somos dois amigos que coabitando temos relações físicas e pouco sentidas! Tu achas que sim mas nem sabes que não... Se fossem sentidas a intensidade era real! Não perguntas onde fui... Com quem fui ou onde quero ir! Mas que importa? Não tens de o fazer porque não é uma obrigatoriedade, não tens de saber porque não é importante! Enquanto isso eu faço num esforço para não me desfazer em delícias com o senhor estafeta que se encostou á porta do prédio, sorriu e me piscou o olho! Ele achou que eu estava bonita, ele não o disse mas demonstrou, e eu senti que ele queria. Queríamos os dois foder como se não existisse amanhã, foder com vontade e depois virar as costas sem nunca mais nos vermos! Na verdade o que eu sinto de momento é que gastei o amor todo que tinha... já não consigo acrescentar mais sentimento aqui dentro, no presente só penso em coisas físicas, em sensações de prazer e palmadas no rabo! Qualquer movimento que simbolize sexo pode render-me, um beijo bem dado... Como tu nuca deste! Um amasso bem amassado com desejo que nunca te senti! O amor propriamente dito é sobrevalorizado, se existir respeito e paciência à mistura com uma boa queca... Tudo pode acontecer! É assim que estamos... Nao sei quanto mais tempo vou conseguir viver a mentira.. não te quero magoar... Mas sinto me magoada!

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Amor

A noite vem longe
O céu já caíu
E é aquela luz
Aquele navio sem proa
Numa nuvem de prazer
Num banco
Imenso
De mão dada com a chuva!
È aquela tempestade que derrubo
Aquele sopro que derrota corações
Seria tudo se pudesse
Seria uma montanha
Seria o vento como fim
Seria o chão num beijo pálido
Quebraria o silencio dos passos!
Mas...
Porém  infinidade é imune
E no suave rosto da brisa
Há um caminho a percorrer
E como um fio de cabelo
Quebra cada gota de sangue!
Quebra no horizonte perfurado
E quando tudo se perde
Nasce aquele sentimento
Nasceu mais uma flor
Que o mundo matou!

Carpekurtdiem

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Let me out...

Sinto-me perdida... Tenho em mim todos os sonhos do universo, mas estou acordada! Não me sinto bem nem mal, sinto... Nem sei o que um dia senti, sei que a distância é uma pedra que não consigo arrastar, é demasiado pesada e muito aspera para a poder acariciar. Deito-me na cama e sinto o calor, mas não quero sentir, não o quero ter por perto. Nos dias em que me permito sonhar, há uma vontade avassaladora de fugir por aí e simplesmente sorrir, de beijar as almas dos indigentes e sorrir com eles, de viver como um nativo dessas florestas, de me desnudar e ouvir as melodias do vento. Mas quando desperto desses auspícios volto a sentir o peso da verdade, as costas doem e os lábios serram as palavras. É aí que escrevo... E assim. Alivio  esta dor que me atormenta, esta pedra que prende os desejos ao chão frio. As pessoas na rua passam e acenam como se soubessem que preciso de ar, como se sentissem que me estou a afogar em aspirações! Mas eu sigo porque não sinto que sejam sinceros os acentos dos demais... Quando o cigarro se acaba acendo outros e fico ali naquele ciclo de dependência surreal... Sou alegre e dou sorrisos mas tenho a alma negra. Quem ouvir o que tenho para dizer, acha que não sei do que falo, tantos sorrisos e beijos perdidos... Fiquei por ali... Porque afinal sou só uma mulher... Simples e vulgar, ordinária como tantas outras que sonham em encontrar um rumo, uma meta no fim da corrida! Se existiram alturas em que eu achei ter encontrado a minha, no momento a maior certeza que tenho é que aspiro mais e não quero ficar por aqui! Quero voar no mais alto clichê puro de saudades... Senti contigo que tinha encontrado o beijo certo... Mas afinal era só uma brisa! Tantas condicionantes... Tantas noites mal dormidas que nem consigo abrir os olhos. Tantos suspiros mal resolvidos que nem me olho ao espelho com medos que desconheço... Viajei pelas sensações de te abraçar... Mas afinal o teu abraço era plural e pouco sincero, a comodidade de ir aos teus encontros era boa... A pessoa que era contigo... A personagem que criei era pura... Mas tu não! A vida que sentia contigo era falsa e opaca! Mas o melhor de mim acordou, a verdade sobre nós despertou! Uma vez disse-te que não era para uma noite! Eu achei que podia ser sincero, mas afinal a sinceridade é versátil... A verdade é que não mentiste! Não era para uma noite, era para várias... Mas em nenhuma delas me ias pertencer. 32 anos depois ainda não consigo distinguir a verdade do desejo, a vontade do apego, a vida do sonho! Vou ser eternamente a menina dos olhos doces que todos querem abraçar porque é bom, porque cheira bem e é quente, porque faz sentir coisas boas e puras... Mas ninguém quer ter porque é uma menina!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Anda

Com quem se brinca às estrelas
Com quem se vai para o céu
Aonde se enterram as verdades
Aonde se acendem as vontades
Ouvem-se as luzes
Já não espero por elas
Já recuperei da culpa
Mas tu dormes
Impune à lua distante
Longe da melodia
Não sei para onde vou
A minha alma
segue um sol
Já não sei quem sou
Mas para onde o vento me arrastar
Irei levar-te
Junto do olhar
Não vou deixar de sonhar
mas cá estou eu
Na terra...
Longe do céu!

Carpekurtdiem

quarta-feira, 15 de março de 2017

Noite

Apanhei-te 
Mas estava a chover
Acompanhada pela saudade
Longe da miséria
Em baixo de todos os teus medos
Longe de todas as vitórias
criam-se pantanos incessantes
Magias tépidas e cruéis
Luzes que piscam num olhar
Apanhei-te
Mas estava calor
Pensaste
Mas não disseste
Não amas o horizonte
Não te escondes
Já é tarde
A noite agora caiu
E as folhas cairam com ele
Apanhaste-me
Mas já anoitecera...

Carpekurtdiem